Freguês assíduo da zoação vascaína

No dia seguinte à classificação para semifinal do Carioca, torcedores tiram onda com os rubro-negros

Por O Dia

Rio - Do Leme ao Pontal, era impossível não notar nas ruas o sorriso escancarado dos vascaínos após determinar a terceira eliminação seguida do Flamengo — Carioca de 2014, 2016, além da Copa do Brasil de 2015. Com mais uma vitória incontestável, que deixou o time mais perto do bi estadual, os nove jogos de freguesia rubro-negra são saboreados com muito bom humor e provocações na medida certa.

“É muito bom poder gozar o nosso eterno freguês. Ganhar do Flamengo é melhor do que conquistar um campeonato. Já são nove jogos. Eles devem estar rezando para não pegar a gente de novo na Copa do Brasil”, garante o aposentado Carlos Alberto Régis, 71 anos, que exibia orgulhoso, bem no meio do Largo da Carioca, um cartaz de papelão com o seguinte dizer: “Nosso freguês”, seguindo a mesma linha do presidente Eurico Miranda, que logo após a partida não deixou passar batida a oportunidade: “Até tirei o jogo de São Januário. Eu até tento perder para o Flamengo, mas não consigo”.

Vasco novamente derrotou o FlamengoDaniel Castelo Branco

Do outro lado da rua, dentro do prédio do Liceu Literário Português, os garçons de um tradicional restaurante se desdobravam para atender aos mais tristonhos fregueses. Mas nem o mais saboroso galeto na brasa, ou outra iguaria, era capaz de dar água na boca dos rubro-negros. “Você não faz ideia da minha noite. Acordei às quatro da manhã pensando no desastre. O Flamengo precisa de um impeachment urgente! O Paulo Vitor não sabe sair do gol, o César Martins ficou até sem coluna depois do drible do Riascos, e o Guerrero tem é que voltar para o Corinthians”, esbravejou o aposentado Oseias Conceição Santos, morador de Niterói.

Tripudiando do drama de Oseias, o garçom vascaíno não se fez de rogado e fez questão de lhe servir na bandeja, como prato do dia, o que batizou de ‘Bola à moda cruzmaltina’, uma brincadeira, segundo ele, inspirada no melhor do futebol carioca.

“Já virou rotina. Está perdendo a graça. Ganhei até o bolão. É muita felicidade. Domingo tem mais, o Botafogo é outro freguês de carteirinha”, atiçou Marcos Antônio Lopes. Josias Lauredo, chefe dos garçons, outro vascaíno de carterinha, também não aliviou.<CW0><CF124>

“Quando o Riascos fez o segundo gol e fechou o caixão foi sensacional. E o Botafogo que se prepare, pois seremos bicampeões”, aposta

Time misto contra o Remo

Após garantir vaga na final, o Vasco dá uma pausa no Carioca e reúne forças para o jogo de quarta contra o Remo, às 21h45, em São Januário, pela segunda fase da Copa do Brasil. A tendência é que o técnico Jorginho mande a campo um time misto. Como venceu o primeiro confronto por 1 a 0, o Vasco joga pelo empate para avançar na competição.

"Se o Jorginho perguntar, tenho certeza que todos vão querer jogar. Eu não gosto de ficar fora, principalmente no momento bom da equipe, momento bom particular... Mas é uma decisão da comissão técnica. A gente tem que separar a razão da emoção, então o Jorginho vai saber definir o melhor”, disse o meia Andrezinho.

Freguês assíduo da zoação vascaína O Dia - Vasco

Freguês assíduo da zoação vascaína

No dia seguinte à classificação para semifinal do Carioca, torcedores tiram onda com os rubro-negros

Por O Dia

Rio - Do Leme ao Pontal, era impossível não notar nas ruas o sorriso escancarado dos vascaínos após determinar a terceira eliminação seguida do Flamengo — Carioca de 2014, 2016, além da Copa do Brasil de 2015. Com mais uma vitória incontestável, que deixou o time mais perto do bi estadual, os nove jogos de freguesia rubro-negra são saboreados com muito bom humor e provocações na medida certa.

“É muito bom poder gozar o nosso eterno freguês. Ganhar do Flamengo é melhor do que conquistar um campeonato. Já são nove jogos. Eles devem estar rezando para não pegar a gente de novo na Copa do Brasil”, garante o aposentado Carlos Alberto Régis, 71 anos, que exibia orgulhoso, bem no meio do Largo da Carioca, um cartaz de papelão com o seguinte dizer: “Nosso freguês”, seguindo a mesma linha do presidente Eurico Miranda, que logo após a partida não deixou passar batida a oportunidade: “Até tirei o jogo de São Januário. Eu até tento perder para o Flamengo, mas não consigo”.

Vasco novamente derrotou o FlamengoDaniel Castelo Branco

Do outro lado da rua, dentro do prédio do Liceu Literário Português, os garçons de um tradicional restaurante se desdobravam para atender aos mais tristonhos fregueses. Mas nem o mais saboroso galeto na brasa, ou outra iguaria, era capaz de dar água na boca dos rubro-negros. “Você não faz ideia da minha noite. Acordei às quatro da manhã pensando no desastre. O Flamengo precisa de um impeachment urgente! O Paulo Vitor não sabe sair do gol, o César Martins ficou até sem coluna depois do drible do Riascos, e o Guerrero tem é que voltar para o Corinthians”, esbravejou o aposentado Oseias Conceição Santos, morador de Niterói.

Tripudiando do drama de Oseias, o garçom vascaíno não se fez de rogado e fez questão de lhe servir na bandeja, como prato do dia, o que batizou de ‘Bola à moda cruzmaltina’, uma brincadeira, segundo ele, inspirada no melhor do futebol carioca.

“Já virou rotina. Está perdendo a graça. Ganhei até o bolão. É muita felicidade. Domingo tem mais, o Botafogo é outro freguês de carteirinha”, atiçou Marcos Antônio Lopes. Josias Lauredo, chefe dos garçons, outro vascaíno de carterinha, também não aliviou.<CW0><CF124>

“Quando o Riascos fez o segundo gol e fechou o caixão foi sensacional. E o Botafogo que se prepare, pois seremos bicampeões”, aposta

Time misto contra o Remo

Após garantir vaga na final, o Vasco dá uma pausa no Carioca e reúne forças para o jogo de quarta contra o Remo, às 21h45, em São Januário, pela segunda fase da Copa do Brasil. A tendência é que o técnico Jorginho mande a campo um time misto. Como venceu o primeiro confronto por 1 a 0, o Vasco joga pelo empate para avançar na competição.

"Se o Jorginho perguntar, tenho certeza que todos vão querer jogar. Eu não gosto de ficar fora, principalmente no momento bom da equipe, momento bom particular... Mas é uma decisão da comissão técnica. A gente tem que separar a razão da emoção, então o Jorginho vai saber definir o melhor”, disse o meia Andrezinho.