Vasco x Botafogo: Um coração vascaíno

Totalmente identificado com o Cruzmaltino, o zagueiro Luan quer ter seu nome marcado na história do clube com títulos

Por edsel.britto

Rio - Entre os trintões do Vasco, Luan ainda é um garoto. E, mesmo assim, conta com uma vasta experiência de clube. Mais novo entre os titulares, o zagueiro de 22 anos é o segundo jogador do elenco com mais partidas pelo clube: 127. E só perde para o atacante Eder Luis, com 177. Juventude e experiência que se unem na tarefa de conquistar o bicampeonato carioca a partir de hoje.

“Meus irmãos pesquisam essas coisas. É interessante e legal. Fico feliz de ser jovem e conquistar o meu espaço no clube, cada vez mais jogando. Ainda sou novo, quero amadurecer mais para jogar muito mais pelo Vasco”, afirmou o zagueiro Luan.

Desde os 13 anos no Vasco, Luan quer marcar seu nome na história com títulosCarlos Gregório Junior / Vasco.com.br / Divulgação

Desde os 13 anos em São Januário, o zagueiro morou, cresceu e estudou no clube. Viu grandes momentos, como o gol mil de Romário, e dias tristes, como o primeiro rebaixamento, em 2009. A partir de 2012, Luan deixou de ser espectador para ajudar a construir a história. Esteve presente no título carioca de 2015 e na tristeza dos dois rebaixamentos, mas não manchou sua imagem junto aos torcedores. Ainda assim, quer deixar o lado triste no fundo das lembranças e, para isso, quer a conquista do bicampeonato estadual como um pontapé para mais glórias dentro do Vasco.

“A gente marca a nossa carreira com títulos. Seria interessante conquistar o Carioca. Fico triste pelo rebaixamento, mas não jogo sozinho. Espero marcar minha história no clube muito mais com títulos do que com tristeza”, afirmou Luan, que estreou em 2012.

Num time com oito jogadores acima de 30 anos, Luan é a exceção e o representante das categorias de base. Ao mesmo tempo em que aprende com os mais experientes, ele se torna uma referência para quem está subindo. Por enquanto, quer ser aprendiz.

“Eles me ajudam como jogador e pessoa. Já viveram muito na vida. Estão me ajudando a crescer — taticamente, tecnicamente e pessoalmente — e me inspirando no futebol. Você vê brilho nos olhos deles, vontade de vencer”, disse Luan, que se põe às disposição dos garotos da base.

“Nossa diferença de idade é pouca. Se eles querem me ter como referência fico feliz, vou buscar dar muitos exemplos positivos e ser um espelho, mas ainda sou jovem, quem sou eu para ser referência para alguém?”, diz.

5 minutos com: Luan, zagueiro do Vasco

1. Em dez anos de Vasco, qual momento marcante você viu?

— No gol mil do Romário eu estava presente. Vai ficar marcado para sempre, vou contar para filhos e netos. Eu morava em São Januário e vi na arquibancada. Queria estar no campo.

2. Você teve proposta do Corinthians e foi bancado por Eurico Miranda. Foi bom?

— Saber que meu chefe gosta do meu futebol e quer contar mais tempo comigo me deixou feliz.

3. Vai ficar até o fim do contrato (2019)?

— Hoje estou no Vasco e me dedico 100%. Se aparecer proposta, vou sentar para ver o que fazer. Aviso que tem que ser algo bom para mim e muito melhor para o Vasco.

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