Por fabio.klotz

Rio - Jorge Henrique é o faz-tudo no Vasco. Atacante de origem, ele já fez as funções de meia, lateral e até mesmo zagueiro. Faltava ser o centroavante, o que aconteceu justamente no momento decisivo. Autor do gol da vitória sobre o Botafogo no primeiro jogo da final, o camisa 11 deixou de ser o carregador de piano vascaíno para viver o seu dia de herói.

Jorge Henrique brilhou no primeiro jogo da final do CariocaPaulo Fernandes / Vasco.com.br / Divulgação

Pouco conhecido pelos gols, Jorge Henrique não se incomoda. Aceita as brincadeiras e até participa. Afinal, não tem o que discutir. Pelo Vasco, esse foi o terceiro gol em 31 jogos. Ainda assim, dois deles sobre os rivais e decisivos: o outro contra o Flamengo, pela Copa do Brasil de 2015.

“Até brinco que não sou de fazer gol, nem nos treinos faço muito. Busco ajudar para o Nenê atacar mais e o Riascos ter mais liberdade no ataque”, afirmou o atacante.

Mais surpresa do que o gol só mesmo ter saído de cabeça e em cruzamento. O próprio jogador brinca com a raridade com que isso acontece.

“Acho que fiz uns cinco gols de cabeça, contando o de domingo (risos). Até porque Jorginho não deixa eu ir para a área no escanteio, sou muito alto...”, brincou o atacante, que eximiu o goleiro do Botafogo de culpa.

“A bola começou a descer rapidamente e foi aí que percebi que ia cair no primeiro pau e resolvi antecipar. Não acho que Jefferson falhou, eu que me antecipei”, explicou.

Erro ou não do goleiro, indiscutível é a importância do gol de Jorge Henrique para o bicampeonato. Mas nada que faça subir à cabeça. Sem nenhum tipo de vaidade, o atacante de 34 anos não pretende ser o herói do título e quer continuar fazendo o trabalho duro em campo para que seus companheiros brilhem.

“Venho me mantendo na equipe como titular porque ajudo e me dedico dentro de campo. Não é fácil acompanhar lateral até o fim e depois atacar. Eu sei que, se não me cuidar e fizer o que treinador pede, ele vai me tirar. Por isso me esforço ao máximo e se tiver chance de chegar ao ataque vou tentar. Às vezes não apareço tanto como o torcedor quer, mas tenho consciência de que venho ajudando.”

Temor em perder Jorginho

Além do gol e da vantagem para conquistar o título carioca, Jorge Henrique também comemorou a permanência de Jorginho. O atacante admitiu que o elenco vascaíno ficou preocupado com a possível saída do treinador para o Cruzeiro, e que todos ficaram aliviados com a decisão final.

“Tememos um pouco. É um profissional que vem nos ajudando, com trabalhos sensacionais e a comissão é excelente. Ficamos felizes. Ganhamos mais um ano de trabalho bom”, admitiu o atacante, que ficou sabendo pelo companheiro de quarto na concentração, Julio Cesar, que leu a notícia na Internet.

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