Rodrigo, um capitão que é a cara do Vasco

Há dois anos em São Januário e feliz no clube, zagueiro vive a expectativa de levantar uma taça

Por O Dia


Rio - São dois Brasileiros e cinco estaduais no currículo, mas ainda assim o experiente Rodrigo admite que a semana que antecede a final do Carioca é diferente. Não é à toa. Afinal, o capitão vascaíno vive a expectativa de levantar o troféu. Ele já teve um gostinho na conquista da Taça Guanabara, segunda fase da competição.

“É diferente (ser capitão). A responsabilidade é diferente e é uma coisa marcante para você e o clube”, afirmou Rodrigo, que na conquista do Carioca do ano passado viu Guiñazu levantar a taça.

Rodrigo levanta a Taça GuanabaraCarlos Gregório Jr/ Vasco.com.br

Ficar marcado nas imagens de uma conquista não é o único ponto que mexe com Rodrigo. Aos 35 anos, ele vive um momento especial. Há dois anos em São Januário, ele já fez 118 partidas com a camisa do Vasco, clube que mais defendeu na carreira. E com direito a muitas emoções.

Contratado para jogar a Série B do Campeonato Brasileiro em 2014, Rodrigo ajudou o time a subir, caiu de novo; foi campeão, passou por crises e até foi agredido por um torcedor em 2015. Agora, vive uma nova lua de mel com os vascaínos e espera mais emoções até o fim do contrato, renovado até 2017.

“Minha vida no Vasco é muito intensa. Cheguei em um momento que o clube ia disputar uma Série B, subimos, depois caímos... Foi uma gangorra e também tive momentos bons e ruins. Minha identificação é grande, nunca passei um tempo muito grande em um clube. Hoje, já sei o que o torcedor gosta, como devo me comportar vestindo a camisa. Eu me sinto em casa na forma como os torcedores me tratam. Espero continuar mais tempo tendo sucesso”, afirmou o capitão.

Parceria rende R$ 2,8 milhões para o clube

O Vasco assinou um convênio com a Confederação Brasileira de Clubes (CBCf) e receberá R$ 2.898.670,71 para investir em esportes olímpicos. O clube poderá utilizar o dinheiro, oriundo de recursos públicos, no projeto que vai beneficiar o remo olímpico e a natação paralímpica, que ganharão equipamentos.

“Ganhamos a missão de repassar recursos da Lei Pelé e da Caixa Econômica Federal (0,5% da arrecadação) para os cursos formadores”, explicou o presidente da CBCf, Jair Alfredo Pereira.