Por pedro.logato

Rio - Um título que pode entrar para a história. Não pura e simplesmente pelo bicampeonato, mas também pela invencibilidade, algo raro em 110 anos de Carioca. Se não perder para o Botafogo amanhã, o Vasco repetirá a façanha de uma grande equipe, que contava com ídolos, como Roberto Dinamite, Edmundo, Valdir e Carlos Germano.

Em 1992, Roberto Dinamite fez sua última temporada pelo Vasco e se despediu em alto estilo, com título invicto, deixando espaço para Valdir Bigode. Ao seu lado, um jovem Edmundo estreava já brilhando. E atrás, Carlos Germano conquistava seu primeiro troféu na farta coleção que iria ter pelo Vasco.

Jorginho busca primeiro título comandando o VascoPaulo Fernandes / Vasco.com.br / Divulgação

CARLOS GERMANO CONFIANTE

“Um título invicto, no último ano do Roberto, meu primeiro... Foi marcante, já ia ficar na história só por essa conquista invicta. O Vasco atual, pelo que fez, merece. Estou confiante”, afirmou Carlos Germano, que entende quando os jogadores atuais dizem não passar pela cabeça essa marca histórica: “A ficha só caiu uma semana depois do título, na hora de tirar a foto com a faixa de campeão.”

Naquele ano, o Carioca foi mais longo, com 24 jogos e sem final. O Vasco, vencedor da Taça Guanabara, conquistou o segundo turno e sagrou-se campeão carioca com duas rodadas de antecedência. O técnico era Joel Santana, que conquistava seu primeiro título no Brasil, assim como pode acontecer com Jorginho.

“Um título invicto é mais marcante, incontestável. Fica mesmo para a história. Será uma surpresa, mas foi um bom planejamento, não é acaso”, afirmou Jorginho.

Dinamite e Edmundo estiveram presente em último título invicto do VascoReprodução Internet

SEM MISTÉRIO, JORGINHO PEDE CONCENTRAÇÃO POR VITÓRIA

Treino fechado, mas sem mistério na escalação. Depois de fechar todo o treino de ontem, Jorginho confirmou a equipe que enfrentará o Botafogo amanhã sem mudanças. A preocupação principal do treinador é manter a concentração de sua equipe, sem levantar a possibilidade do empate.

“O pessoal conhece muito bem a equipe do Vasco, não tem muito o que esconder. Acho que tudo se resume ao fato de a gente entrar concentrado, entrar ligado. É muito perigoso ficar pensando em um ano vitorioso se não conquistarmos o título. Sabemos que o Botafogo é uma equipe perigosa, mas também vamos jogar”, afirmou.

Para a final no Maracanã, a torcida vascaína, que esgotou os ingressos para seu lado em menos de 24 horas, está prometendo uma grande festa, com direito a um mosaico, com mais de 20 mil peças de papel no setor sul do estádio, para quando o time entrar em campo. Os dizeres são mantidos em sigilo.

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