Inconformado, Eurico Miranda pede punição à árbitro do jogo entre Vasco e Santos

Presidente concedeu entrevista coletiva nesta quinta-feira para reclamar da atuação de Jean Pierre Gonçalves Lima na eliminação na Copa do Brasil

Por O Dia

Rio - Que Eurico Miranda não tem papas na língua, qualquer amante do futebol já sabe. E nesta quinta-feira, o presidente do Vasco convocou entrevista coletiva em São Januário para fazer duras críticas à atuação do árbitro Jean Pierre Gonçalves Lima, que comandou o empate entre o Cruzmaltino e o Santos por 2 a 2 na quarta-feira. Segundo o mandatário, o juiz teve clara influência na eliminação de sua equipe na Copa do Brasil e cobrou punição ao árbitro.

"O que eu quero é que sejam restabelecidos os direitos iguais. O futebol, sem nenhum tipo de problema, os jogadores estão sujeitos a punição, os dirigentes, os profissionais, e o árbitro não está sujeito a punição. Eu só queria que me dessem um argumento para o árbitro não ser sujeito a punição. Vou me ater ao jogo de ontem. Os árbitros não são amadores, são profissionais. Podem se consideram mal pagos, eu acho que são muito bem pagos. A arbitragem do jogo com o Santos custou quase R$ 10 mil. O árbitro atua, erra, e dizem: "Errar é humano". É, mas todo mundo que erra paga pelo seu erro, o único que não paga é o árbitro", afirmou Eurico.

Eurico Miranda disparou críticas contra a arbitragem do jogo entre Vasco e Santos pela Copa do BrasilPaulo Fernandes/Vasco.com.br/Divulgação

A principal reclamação dos vascaínos são em dois lances: o primeiro, é um pênalti não marcado após a bola bater na mão do zagueiro Gustavo Henrique. O segundo teriam sido duas irregularidades na jogada do segundo gol do Santos, onde os cruzmaltino reclamam de falta de Lucas Lima em Alan na origem do lance e depois de impedimento de Joel, que chutou a gol e contou com desvio de Rodrigo para balançar as redes. 

"Especificamente em relação ao jogo de ontem, o erro cometido causou prejuízo de toda ordem. Moral, financeira, e fica por isso mesmo. O que se analisa depois é uma súmula feita por ele que vai para o tribunal, que julga porque foi atirado um objeto em campo. Um jogo daquela proporção, da maneira como tudo transcorreu na festa. O atleta vai para o tribunal porque foi expulso, não sei se dirigente ou outras pessoas vão por terem falado com ele, e ele? Quem ocasionou isso tudo? Se ele não tivesse procedido da forma como procedeu... Foi ele que provocou isso."