Mesmo com portões fechados, Vasco x Santos terá policiamento intensivo

'Estamos monitorando as redes sociais', afirmou o comandante do Grupamento Especial de Policiamento dos Estádios, major Silvio Luis

Por O Dia

Rio - Apesar de o confronto entre Vasco e Santos, neste domingo, às 16h, ser disputado com portões fechados, no Engenhão, o Grupamento Especial de Policiamento em Estádios (Gepe) escalou força máxima para fazer a segurança no entorno. Tudo para evitar que se repitam os lamentáveis incidentes do clássico diante do Flamengo, no sábado passado, que resultou na morte de um torcedor vascaíno na saída de São Januário e culminou na interdição do estádio cruz-maltino.

Confrontos entre torcedores do Vasco e policiais militares começaram ainda dentro do estádio e se estenderam pelo entorno de São Januário após o clássico vencido pelo FlaMárcio Mercante / Agência O Dia (08.07-2017)

"Estamos monitorando as redes sociais e não detectamos até agora nada de anormal. Mas vou usar o meu efetivo de 100 homens dentro e no entorno do estádio", prometeu o comandante do Gepe, major Silvio Luis.

Para efeito de comparação, o jogo entre Botafogo e Sport, segunda-feira, no Nilton Santos, terá o mesmo efetivo do Gepe, além de mais 50 policiais de apoio, de acordo com o major Silvio Luis.

"Tudo está sendo feito para prevenir e coibir qualquer tipo de violência no entorno do estádio. Para evitar qualquer problema, não podemos deixar as ruas próximas sem policiamento", argumentou o comandante do Gepe.

Com todo o efetivo do Gepe em ação, o major Silvio Luis não acredita que seja possível qualquer tipo de invasão no Engenhão. "Não tem como invadir", garantiu o major, que estará de olho em torcedores de uma facção vascaína, envolvida diretamente na grave confusão que tomou conta de São Januário depois do clássico.

Proibida há mais de quatro anos de assistir aos jogos do Vasco, ou mesmo de estar em um raio de 5 quilômetros de qualquer estádio onde o time jogar, a facção não terá refresco amanhã.

"Muitos integrantes vão aos jogos infiltrados como torcedores comuns e vestindo a camisa do Vasco. Os mais conhecidos nós abordamos e encaminhamos ao Juizado Especial Criminal (Jecrim). Mas, enquanto não tiver um sistema de reconhecimento por biometria, o nosso trabalho será muito mais difícil", analisou Silvio Luis.