Por bruno.dutra
São Paulo - O Bradesco viu seu lucro subir quase 30% no quarto trimestre, apoiado em maiores margens com crédito, robusta alta em seguros e menos despesas com provisões para calotes, embora o crédito tenha crescido abaixo do previsto.
De outubro a dezembro, o lucro líquido do segundo maior banco privado do país somou R$ 3,993 bilhões, aumento ano a ano de 29,7%. Excluindo itens não recorrentes, o lucro somou R$ 4,132 bilhões, alta de 29,2%. A previsão média de analistas consultados pela Reuters apontava para lucro recorrente de R$ 3,971 bilhões.
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O resultado positivo veio mesmo com o fraco desempenho no crédito, cujo estoque cresceu apenas 6,5% no ano, a R$ 455,127 bilhões. A carteira para pessoa física evoluiu 8,2%, enquanto a corporativa aumentou em 5,8%.
O avanço ficou abaixo da previsão para a carteira total para 2014, de 7 a 11%, que já tinha sido reduzida em outubro. A previsão inicial era de aumento de 10 a 14%.
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Diante do atual cenário de fraca atividade econômica do país, o Bradesco previu para 2015 um crescimento de 5 a 9% de seu estoque de financiamentos em 2015.
O foco na qualidade da carteira e na rentabilidade, porém, surtiu resultado. O índice de inadimplência, medido pelo saldo de operações vencidas com mais de 90 dias, fechou o trimestre em 3,5%, no mesmo nível de um ano antes e abaixo dos 3,6% no trimestre anterior.
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Com isso, as despesas com provisões do Bradesco para perdas com calotes caíram 1,2 por cento na base sequencial, a R$ 3,307 bilhões, embora tenham subido 11,7%o em um ano.
O retorno anualizado sobre o patrimônio líquido foi de 20,1%, declínio de 0,3 ponto sobre o trimestre anterior, mas alta de 2,1 pontos percentuais sobre 12 meses.
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As receitas do banco com tarifas e serviços cresceram 11,7% em 12 meses, para R$ 5,84 bilhões. E a emissão de prêmios de seguros deu um salto de 38% em apenas 3 meses, para R$ 17,8 bilhões.