Por monica.lima
Rio - O banco BMG liderou o ranking de queixas contra instituições financeiras com mais de dois milhões de clientes no segundo semestre do ano passado, segundo levantamento divulgado ontem pelo Banco Central (BC). Nos seis últimos meses do ano passado, o banco teve 694 reclamações julgadas procedentes e índice de queixas de 305,41.
Para o cálculo do índice, o BC utiliza o número de reclamações da instituição financeira para cada 1 milhão de clientes. Para chegar a ele, as reclamações são divididas pelo número de clientes do banco e multiplicadas por 1 milhão. A posição da instituição financeira no ranking do BC, então, depende do índice, mesmo que tenha sido alvo de mais reclamações em números absolutos.
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Portanto, o resultado ultrapassa bastante o índice de 65,36 alcançado pelo Santander, instituição que ficou segundo lugar entre os mais reclamados. No total, o número de queixas do banco foi de 2.033 no mesmo período. O terceiro lugar, no semestre, ficou com o Banrisul, com 210 queixas e índice de 54,76. Em seguida veio o HSBC com total de 534 queixas acumuladas e índice de 52,54. Já a Caixa Econômica Federal somou 3.581 queixas e índice de 48,59.
Segundo a advogada da Proteste Associação de Consumidores, Tatiana Viola de Queiróz, os resultados registrados pelo BMG também são recorrentes no banco de dados da instituição.
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“Infelizmente essa é característica do BMG, que sempre lidera as reclamações, principalmente porque não dá resposta ao consumidor. A instituição apresenta problemáticas complexas na relação ao consumidor, com destaque para as transações com empréstimo consignado. Outra queixa recorrente feita pelos clientes do banco é o fato de a instituição não aceitar fazer renegociações para quitar parcelas de financiamentos à vista”, afirma a advogada.
Os principais motivos de reclamações apontados pelo levantamento, foram irregularidades relativas à confiabilidade, segurança, sigilo ou legitimidade, com 1.915 queixas procedentes. O débito em conta de depósito não autorizado, com 1.806 reclamações, apareceu em segundo lugar. “Justamente pelo alto número de reclamações que os bancos sempre registram, os consumidores nutrem insegurança generalizada com relação a confiabilidade dessas instituições. Todo mundo já teve problema pelo uma vez na vida com bancos”, afirma Tatiana Viola.
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A restrição à realização de portabilidade de operação ficou terceiro lugar, com 1.660 queixas. Por fim, a cobrança de tarifa por serviços não contratados e insatisfação com a resposta recebida de reclamação vieram em quarto e quinto lugares, respectivamente, com 838 e 679 reclamações. No total, houve mais de 16 mil queixas procedentes no segundo semestre do ano passado.
“Ainda temos índices bem baixos de reclamações. As pessoas, geralmente fazem a queixa para os próprios bancos. Para dar um passo adiante, é preciso que se tenha em jogo um valor considerável para renda daquele consumidor. É necessário um trabalho de conscientização da população sobre os seus direitos, só assim encontraremos melhoras no atual quadro de infrações das instituições bancárias”, conclui a advogada. 
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Itaú encabeça lista de gestoras de consórcio

Além das instituições financeiras, o levantamento do Banco Central (BC) também apresentou resultados do ranking de administradoras de consórcio que mais receberam reclamações no segundo semestre de 2014. Ocupando o primeiro lugar, a Itaú Administradora de Consórcios apareceu com índice de 1.081,82, resultado do cálculo realizado a partir das 310 reclamações procedentes.
Com igual metodologia do levantamento feito para instituições financeiras, o índice representa o número de reclamações da para cada 1 milhão de clientes. Para chegar a ele, as reclamações são divididas pelo número de clientes e multiplicadas por 1 milhão.
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Em seguida, aparece a Suzuki Motos Administradora de Consórcio com índice de 221,29 e 5 reclamações procedentes. Em terceiro lugar, Itaú Unibanco Veículos Administradora de Consórcios aparece com índice de 218,07 e 25 queixas. Já Confev Administradora de Consórcios ocupa o quarto lugar e Caixa Consórcios o quinto. O primeira teve 3 queixas mas índice de 210,40. A Caixa, por sua vez, acumulou 15 reclamações e teve índice de 103,94.
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