Por diana.dantas

A região Sudeste tem o maior número de consumidores inadimplentes registrados em serviços de proteção ao crédito. Em março, a região somou 22,6 milhões de pessoas, em números absolutos, segundo levantamento do Indicador Regional de Inadimplência do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL).

De acordo com a pesquisa, logo em seguida aparece o Nordeste com 15 milhões de negativados e o Sul, com 7,5 milhões. As regiões Norte e Centro-Oeste despontam na sequência com números parecidos: 5 milhões e 4,5 milhões, respectivamente.

Quando analisada a representatividade do número de inadimplentes em relação à população de cada região, porém, o Norte passa a ter o maior índice do país: os 5 milhões de inadimplentes representam 45,3% do total da população com idade entre 18 e 95 anos. Centro-Oeste aparece em segundo lugar do ranking, com percentual de representatividade atingindo 41,3%, seguido por Nordeste, com 38,7%, e Sudeste, com 35,7%. A região menos expressiva quanto à representatividade é o Sul, já que os inadimplentes nessa região representam 34,8% do total da sua população.

Quanto ao crescimento do número de dívidas, o levantamento aponta que o Norte foi a região que apresentou o maior avanço em março, somando 5,49%, seguido pelo Centro-Oeste, com 4,16%. Na outra ponta, o Sul apresentou o menor crescimento anual do indicador, com 2,75%.

No total, o número de consumidores com dívidas em atraso em todo o Brasil cresceu 3,76% em março, na comparação com o mesmo mês de 2014. Na análise regional, destacam-se o Centro-Oeste e o Nordeste, com as maiores altas do número de devedores, crescimento de 4,09% e 4,01%, respectivamente. O Sul registrou o menor crescimento do indicador entre as regiões, com avanço de 2,41%. As regiões que mais contribuíram para alta nacional no número de consumidores com dívidas, foram o Sudeste, com aumento de 1,11 ponto percentual, e o Nordeste, com alta de 1,05 ponto percentual.

Para a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, esse crescimento da quantidade de pessoas negativadas em todo o país reflete o difícil cenário macroeconômico visto nos últimos meses, com piora dos índices de emprego e confiança.

“Apesar disso, as taxas de crescimento da inadimplência têm sido discretas quando comparadas com a série histórica, mostrando perda de fôlego dos índices anuais na maioria das regiões e no Brasil como um todo”, afirma, acrescentando que isso é reflexo da redução da base de crédito disponível na economia. “Com os bancos comerciais concedendo cada vez menos crédito aos consumidores e com a queda do apetite para compras de bens ligados a financiamento, como materiais de construção e automóveis”, explica.

De acordo com as bases às quais o SPC Brasil tem acesso, o Sudeste continua concentrando a maior parte dos devedores do país, somando 40% do número total. O Nordeste apresenta a segunda maior participação, com 26,20% população, seguido pelo sul, que soma 12,97% dos inadimplentes.

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