Por monica.lima

O Banco Central afirmou que as decisões futuras de política monetária serão tomadas para assegurar a convergência da inflação para a meta de 4,5% ao final de 2016, retirando a menção em ata da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) que isso ocorreria ao longo do próximo ano.

No texto divulgado nesta quinta-feira, a autoridade monetária assinalou que tem se fortalecido o cenário de arrefecimento da alta dos preços no fim do ano que vem, ressalvando, por outro lado, que os avanços obtidos no combate à inflação ainda não se mostram suficientes.

"Nesse contexto, o Copom reafirma que a política monetária deve manter-se vigilante", trouxe a ata.

Diante da persistência de pressões inflacionárias, o BC elevou novamente na semana passada a taxa básica de juros Selic em 0,5 ponto percentual, chegando a 13,25% ao ano, apesar das perspectivas de retração da economia.

Na ata do Copom, o BC reajustou para cima a estimativa de avanço nos preços administrados em 2015 para 11,8%, ante 10,7% anteriormente, passando a ver uma alta de 9,8% na gasolina, contra percentual de 8% indicado na última ata.

Para a energia elétrica, que vem exercendo forte influência sobre a escalada de preços, o BC manteve a projeção de alta de 38,3% no ano.

O BC também piorou ligeiramente a perspectiva para os preços administrados em 2016, passando a ver alta de 5,3% contra patamar de 5,2% considerado em reunião do comitê em março.

Autoridades do BC já vinham dizendo que consideravam factível a convergência da inflação para o centro da meta, de 4,5%, no fim de 2016.

Por ora, os preços seguem em trajetória ascendente, apesar do aperto monetário iniciado em outubro do ano passado. Em março, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acelerou a alta a 1,32% e alcançou em 12 meses o nível de 8,13%.

O IPCA de abril será divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira e a expectativa, segundo pesquisa Reuters, é que o dado mostre desaceleração na inflação mensal, mas avanço no acumulado em 12 meses.

Para o ano, economistas preveem IPCA de 8,26%, conforme pesquisa Focus do BC divulgada segunda-feira.

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