Gestão de fortunas sobe 3,3% no primeiro tri

Patrimônio do private banking somou R$ 600 bilhões no fim de abril, segundo Anbima

Por O Dia

Os investimentos dos clientes private banking somaram R$ 666,5 bilhões no primeiro trimestre do ano, um crescimento de 3,3% na comparação com dezembro do ano passado, segundo relatório divulgado ontem pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima). O resultado é superior ao registrado no mesmo período do ano passado, quando o segmento cresceu 2,4%.

Um dos destaques do trimestre foi o aumento de 4,27% nos investimentos em títulos e valores mobiliários. Este segmento respondeu por 47,5% da carteira dos clientes do segmento, com estoque equivalente a R$ 316,9 bilhões.

Os investimentos em renda variável cresceram 3,5% passando de R$ 90,3 bilhões para R$ 93,5 bilhões. Já os ativos de renda fixa — que representam 33,5% de toda a carteira do segmento — chegaram a R$ 223,4 bilhões, com crescimento de 4,5%.

Entre os ativos de renda fixa, chama a atenção o crescimento de 4,08% dos investimentos em títulos privados, que chegaram a R$ 213,6 bilhões. Os papéis com lastro agrícola (LCA) permaneceram em alta, como já mostravam os dados de 2014, crescendo 9,7% no ano e atingindo o patamar de R$ 93,6 bilhões. Esses ativos já são responsáveis por 14% de toda a carteira dos clientes do segmento. As debêntures também tiveram crescimento significativo no trimestre, totalizando R$ 8,7 bilhões, uma evolução de 9,7% com relação a dezembro.

Ainda de acordo com levantamento, a alocação em fundos atingiu R$ 295,5 bilhões, um crescimento de 2,1% frente aos R$ 289,3 bilhões de dezembro de 2014. A participação dos fundos na carteira, no entanto, diminuiu: passou de 44,9%, no ano passado, para 44,3%, no fim de março. A diminuição dos recursos em fundos de ações foi de 6,2% nos fundos abertos, enquanto nos fundos restritos a queda foi de 2,5%.

Por outro lado, os fundos de curto prazo ou referenciados DI registraram alta nas duas modalidades, de 4,7% nos fundos abertos e de 9,2% nos fundos restritos ou fechados.

O resultados relativos à caixa e poupança tiveram aumento de 7,36% no trimestre. O detalhamento do número mostra que caixa representou aumento de 26,19%, enquanto poupança apresentou queda de 5,79%. Já a previdência aberta teve crescimento de 4,41% no mesmo período.

Últimas de _legado_Notícia