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    Crescimento anual dos cartões cai a um dígito
    Por monica.lima

    São Paulo - As operações com cartões de crédito registraram em abril crescimento de 9,2% em relação ao mesmo período de 2014, atingindo R$ 154,3 bilhões. O percentual é quase o dobro do verificado pelo volume de empréstimos para pessoas físicas no segmento com recursos livres, que aumentou só 4,8% em 12 meses, para R$ 785,7 bilhões.No entanto, em relação a março, o saldo apresentou leve recuo, de 1,5%. Os dados foram divulgados pelo Banco Central (BC) na quarta-feira e analisados pela Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs).

    As concessões caíram ainda mais em abril, puxadas principalmente pelas compras à vista: 4,7%, saindo de R$ 95 bilhões em março para R$ 91,6 bilhões. No ano, a alta ainda é de dois dígitos: 13,6%. Mas a taxa de crescimento também está bem abaixo da previsão da Abecs para o ano de 2015 como um todo. Em 2014, foram concedidos R$ 340 bilhões e a entidade espera que o número aumente mais de 17%, para R$ 400 bilhões.

    Ao mesmo tempo, a inadimplência deu um salto, de 6,7% em março para 7,1% em abril. Em abril do ano passado, estava em 6,5%. 

    Apesar de estar ainda crescendo em ritmo superior ao da maioria dos empréstimos para pessoas físicas, os 9,2% já representam uma importante desaceleração. Pelo menos desde 2008, o crescimento anual vinha sempre na casa dos dois dígitos, sendo que até 2012 ficava acima de 25%.

    A Abecs admitiu que o crescimento pode ficar abaixo dos 12% inicialmente previstos, mas antes de rever seu guidance , decidiu esperar o próximo trimestre, informou o presidente da entidade, Marcelo Noronha.

    Rômulo Dias, presidente da Cielo, disse o mesmo ontem, em evento em São Paulo. “Por enquanto, mantemos nossa previsão de crescer 11%. Não há dúvida que houve uma desaceleração da economia. A revisão do guidance vai depender do que acontecer no próximo trimestre, Por enquanto, acho que ainda está mais para 11%”.

    Considerando empréstimos a pessoas físicas com recursos direcionados (que inclui o crédito imobiliário), a alta foi de 12,1%.

    Apesar do crescimento do saldo estar mais tímido, seguindo a tendência geral do crédito, a participação do saldo dos cartões em relação ao volume total de crédito de recursos livres à pessoa física subiu de 18,8% para 19,6%, entre abril de 2014 e abril de 2015, revelando um crescimento na utilização dessa linha de crédito.

    A Abecs informou ainda que o saldo de cartões em operações sem juros cresceu 9,3% em abril em relação ao mesmo período de 2014, chegando a R$ 110,6 bilhões — o que representa 71,7% de todo o volume de cartões de crédito no mês. Isso significa que o consumidor usa cada vez mais o cartão como meio de pagamento, usufruindo o prazo de até 40 dias sem juros para pagar a fatura das compras à vista.

    Já as operações com juros atingiram R$ 43,7 bilhões, o quehe

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