Petrobras e Vale pressionam queda do Ibovespa em 1,1%

Dia foi marcado pelo não funcionamento de Wall Street, por conta do feriado nos EUA, e pela cautela antes do referendo na Grécia sobre novo resgate financeiro ao país

Por O Dia

São Paulo - O principal índice da Bovespa fechou em queda nesta sexta-feira na mínima em três meses, pressionado particularmente por Petrobras e Vale, em sessão de liquidez reduzida sem Wall Street por feriado nos Estados Unidos e com cautela antes de um referendo na Grécia sobre novo resgate financeiro ao país.

O Ibovespa caiu 1,1%, a 52.519 pontos, menor patamar desde 1º de abril. O volume financeiro da sessão somou apenas 2,9 bilhões de reais, ante uma média diária de R$ 6,87 bilhões em 2015.

Na semana, o principal índice teve perda de 2,77%.

As últimas pesquisas na Grécia apontavam um quadro ainda dividido para o referendo no domingo, que pode definir o futuro do país na zona do euro, com alguns levantamentos mostrando o "sim" pelas propostas dos credores ligeiramente à frente.

Em Wall Street, as bolsas estiveram fechadas nesta sexta-feira em razão de comemorações do Dia 4 de Julho nos EUA.

DESTAQUES

PETROBRAS fechou com a ordinária em queda de 5,06% e a preferencial em baixa de 4,63%, em dia de forte recuo do petróleo. A estatal informou na noite da véspera que divulgará o resultado do segundo trimestre em 6 de agosto.

=VALE teve baixa de 1,49% nas preferenciais e de 2,16% nas ordinárias, após o minério de ferro renovar a mínima de 10 semanas na China e cravar a sétima queda consecutivo, diante do aumento na oferta e uma redução na demanda das siderúrgicas locais. O preço da commodity com entrega imediata no porto de Tianjin recuou 3% nesta sexta-feira, a US$ 54,10 por tonelada, menor nível desde 23 de abril, segundo o The Steel Index.

GERDAU novamente foi destaque de quedas do índice, com caindo 3,48%, diante do cenário negativo para o setor siderúrgico, endossado pela notícia de que a produção de aço bruto do Japão vai cair 6,1% de julho a setembro ante igual período do ano anterior, segundo projeções. GERDAU METALÚRGICA perdeu 4,3%.

CSN e USIMINAS, refletindo os cenários desfavoráveis para mineração e siderurgia, caíram 3,64% e 1,95%, respectivamente.

JBS desvalorizou-se 1,11%, após subir quase 2% na véspera, quando anunciou a compra dos ativos de suínos da Cargill nos EUA.

=MARCOPOLO caiu 4,62%, após forte avanço na véspera. Reportagem do Valor Econômico nesta citando fontes disse que a Petros, fundo de pensão dos empregados da Petrobras, analisa uma lista de empresas nas quais tem fatia relevante para reduzir ou zerar posição, entre elas a fabricante de carrocerias de ônibus. Entre os papéis listados no Ibovespa, Oi, Itaúsa, BRF e BR Properties também apareceram na lista.

ESTÁCIO PARTICIPAÇÕES caiu 0,22% e KROTON EDUCACIONAL ficou estável, após o Ministério da Educação publicar regras sobre a segunda edição do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) em 2015, definindo para entre 6 e 17 de julho o prazo de cadastro de instituições interessadas em participar. A maioria das regras já havia sido divulgada.

Fora do Ibovespa, ANIMA caiu 3,6%, e SER EDUCACIONAL caiu 0,75%, mesmo sendo considerada uma das mais beneficiadas pelas mudanças no Fies.

COPEL subiu 1,46 por cento, após o Operador Nacional do Sistema Elétrico elevar a estimativa de chuvas nos reservatórios das hidrelétricas da região Sudeste/Centro-Oeste em julho para 101% da média, ante previsão anterior de 85%. ENERGIAS DO BRASIL, CESP e TRACTEBEL também fecharam em alta, uma vez que são geradoras de energia elétrica ou têm relevante parte da receita atrelada à geração. CPFL ENERGIA, que também atua em geração, avançou 1,55%.

SUZANO PAPEL E CELULOSE e FIBRIA também foram destaques de alta, com ganhos de 0,96% e 0,71%, respectivamente, em meio ao avanço de mais de 1% do dólar ante o real.

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