Bancarização tem maior resultado em nove anos

Segundo Fecomércio-RJ/Ipsos, 86,3 milhões de brasileiros já possuem conta em banco

Por O Dia

Rio - A bancarização entre os brasileiros atingiu o maior percentual em nove anos, segundo pesquisa da Federação do Comércio do Estado do Rio de Janeiro (Fecomércio-RJ) e Ipsos. O levantamento aponta que 74% da população brasileira possui conta em banco, o que equivale a 86,3 milhões de pessoas. O percentual representa crescimento de 5 pontos percentuais em relação a 2014 e é o maior da série histórica, iniciada em 2007.

A pesquisa foi realizada entre os dias 12 a 26 de abril e contou com a opinião de 1.200 consumidores em 72 municípios brasileiros. Em nota, a Fecomércio destacou que apesar do aumento no acesso ao sistema bancário, apenas um terço dos brasileiros com conta bancária afirmou saber quanto pagam de tarifas.

“A parcela de brasileiros no sistema bancário dobrou na última década. Contribuíram para esse processo o amadurecimento do mercado de trabalho formal, a expansão do crédito e o fortalecimento de programas sociais. No último ano, em função do cenário econômico, o brasileiro sentiu o efeito do aumento dos juros e da inflação . Estar no mercado bancário o ajuda a passar de forma mais segura por esse período”, afirma o economista da Fecomércio-RJ, Christian Travassos.

Quanto à tomada de crédito, a pesquisa mostra que houve queda na parcela de consumidores com algum financiamento: 34%, em abril de 2015, ante 39% no mesmo período do ano passado. O levantamento também mostra mais atenção dos consumidores no momento da tomada de crédito. Entre os têm algum tipo de financiamento, 33% escolheram a modalidade com base nas taxas de juros e 32%, no valor das parcelas.

Já a forma de parcelamento preferida em abril foi o carnê, com 44%, seguida pelo cartão de crédito, com 43%. Os grupos de produtos mais parcelados foram artigos do vestuário e eletrodomésticos, ambos com 23%.

Segundo avaliação da Fecomércio, o consumidor brasileiro tem priorizado o equilíbrio no orçamento doméstico como forma de evitar os efeitos da desaceleração econômica. Entre os entrevistados, 52% cobriram todas as despesas necessárias em abril, sem sobra no orçamento mensal, uma alta de 9 pontos percentuais em relação ao mesmo período de 2014.

No levantamento, a sobra no orçamento depois de todas as despesas pagas foi informada por 32% dos brasileiros, mesmo percentual de abril do ano passado. Destes, 55% informam que poupariam os recursos e 27% gastariam com alimentação. Houve queda entre os que informaram falta de dinheiro para o pagamento das despesas, que passaram de 20% em abril de 2014 para 14% no mesmo mês deste ano.

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