Por parroyo

Grande parte das commodities registrou alta nesta semana em que os investidores estiveram atentos às tensões na Ucrânia. O níquel foi o destaque entre os produtos em alta, com o maior preço registrado em dois anos.

Nesta semana, o mercado de petróleo ficou conturbado devido aos riscos de desabastecimento na Ucrânia e por uma demanda por petróleo cru mais aquecida nos Estados Unidos. No entanto, a semana terminou mais estável, com o Brent do Mar do Norte com entrega em junho batendo os 108,09 dólares o barril, em baixa na comparação com os US$ 108,71 registrados na semana passada. Na New York Mercantile Exchange, o petróleo light sweet crude para junho teve alta, sendo vendido a US$ 100,70 o barril, enquanto na semana anterior o preço era de US$ 99,93.

Entre as commodities em alta, o níquel foi o produto com maior destaque, com cotação nesta sexta-feira de US$ 20,5 a tonelada, a maior registrada desde fevereiro de 2012, após a interrupção da exploração na Nova Caledônia. "Uma tempestade parece ter chegado ao mercado de níquel," disse Carsten Fritsch, analista do Commerzbank.

"Além da proibição da exportação deste minério na Indonésia e da incerteza relativa às sanções contra os russos, foram as notícias da Nova Caledônia que movimentaram o mercado do níquel", opinou o analista.

Fristch também aponta para a redução na oferta da mineradora brasileira, Vale: "A Vale, segunda maior produtora de níquel, teve que interromper a produção do metal no complexo conhecido como Goro, após um derramamento de ácido", explicou. A instalação com capacidade de 60 mil toneladas por ano é uma das maiores minas de níquel do mundo.

Entre os metais preciosos, o ouro e a prata também tiveram alta nesta semana. O ouro chegou a 1.315,70 dólares na última segunda-feira, antes de o presidente da Rússia, Vladimir Putin, buscar uma saída para a escalada das tensões.

Commodities em queda 

Enquanto o petróleo e os metais fecharam a semana em alta, entre as softs commodities observou-se o movimento contrário, com redução dos preços. As cotações do açúcar e do café sofreram uma queda que só não foi maior porque os mercados esperam uma contração da oferta brasileira.

O preço do açúcar registrou queda, mas maiores perdas foram evitadas com as preocupações com as safras brasileiras, que devem contrabalançar o excesso de oferta no mercado.

Nesta sexta-feira, na LIFFE, bolsa de futuros de Londres, o preço da tonelada de açúcar refinado para entrega em agosto caiu para os US$ 467,80, em comparação com os US$ 476,30 da semana passada. No ICE Futures, dos Estados Unidos, o açúcar não refinado foi cotado a US$ 17,17 por peso de libra, em queda na comparação com os US$ 17,79 centavos da semana passada.

A produção brasileira também preocupa o mercado de café."A situação relativa aos danos (pela seca) nas safras de café não mudou. No entanto, o mercado está um pouco pessimista e vamos passar por um período de preços fracos", afirmou o analista da Citi Sterling Smith.

No ICE Futures, o café de tipo arábica for com entrega julho caiu para os US$ 192,45 por peso de libra, enquanto na semana anterior a cotação fechou US$ 204,65. Na LIFFE, o robusta para julho caiu dos US$ 2,163 a tonelada para US$ 2,124. Os preços do cacau e da borracha também sofreram queda nesta semana.

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