Por parroyo

Sob o impacto de indicadores que apontaram para a desaceleração da economia chinesa, o Ibovespa acumulou queda de 2,50% nos últimos cinco pregões e quebrou a sequência de três semanas consecutivas no azul. No ano, o resultado está positivo em 2,17%.

O principal índice da Bovespa, que terminou a sexta-feira com perdas de 0,34%, aos 52.626 pontos, está em um momento de indefinição. “Pode perder a tendência positiva caso caia abaixo dos 50.500 pontos ou confirmar o movimento comprador se alcançar a resistência dos 53 mil pontos”, afirmou o analista técnico da Corretora Walpires Leandro Martins.

A semana, que deve começar morna, com fraco volume de negócios por conta do feriado desta segunda-feira nos Estados Unidos (Memorial Day), tende a ganhar força em meio a importantes indicadores. O Banco Central decide na quarta-feira o rumo da taxa básica de juros, hoje em 11% ao ano.

“O consenso do mercado é que o Banco Central opte pela manutenção da Selic, uma vez que a inflação mostra desaceleração e os indicadores de confiança apontam pouca disposição do empresário para investir”, disse o economista-chefe da Guide Investimentos Guilherme de Nóbrega, para quem a expectativa agora se volta para a posição da autoridade monetária no segundo semestre.

“Existe uma crença de que o ciclo de alta dos juros seja retomado depois das eleições”, avaliou. No último relatório Focus, os economistas consultados pelo Banco Central mantiveram a projeção para a Selic de 11,25% no final de 2014.

Na quinta-feira, o Índice Geral de preços Mercado (IGP-M), um importante indicador de inflação que baliza o preço dos aluguéis, será conhecido. Após desacelerar para 0,78% em abril, a projeção da LCA Consultores aponta para queda de 0,01% no mês de maio.

Para finalizar a semana, na sexta-feira, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga o Produto Interno Bruto (PIB) do primeiro trimestre. A expectativa da Corretora Concórdia é que a economia avance 0,01% no período. Nos três últimos meses de 2013, o PIB mostrou crescimento de 0,78%.

Nos Estados Unidos, o destaque fica para a revisão do PIB referente ao primeiro trimestre, que de acordo com projeção média do mercado, deve vir negativo em 0,5%. Na primeira divulgação, o indicador apresentou leve alta de 0,1%.

“Esse número já está precificado, pois reflete os problemas climáticos que afetaram a economia nos três primeiros meses do ano. No entanto, o mercado sempre pode se apoiar no dado para justificar um movimento de realização”, destacou o economista da Geral Investimentos Denílson Alencastro.

A agenda americana ainda guarda a divulgação do indicador de Encomendas de Bens Duráveis referente ao mês de abril , visto como um termômetro da economia. A Venda de Moradias Pendentes, também do mês de abril, será conhecida na quinta-feira. Além dos dados, estão programados discursos de alguns presidentes regionais do Federal Reserve (Fed, o banco central americano). Os investidores devem acompanhar com atenção os eventos em busca de pistas sobre a data de um possível aumento de juros, sinalizado na semana passada pela autoridade monetária.

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