Por parroyo

São Paulo - O Ibovespa se recuperou da forte queda da véspera e terminou esta quarta-feira com ganhos de 0,89%, para os 52.639 pontos. O avanço foi puxado pelo setor bancário, que refletiu a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o adiamento do julgamento das ações referentes às perdas de rendimento da poupança com os planos econômicos. O giro financeiro foi de R$ 5,4 bilhões.

Os papéis do Banco do Brasil (BBAS3) figuraram entre os destaques de alta, com alta de 3,37%. As ações do Bradesco (BBDC4) subiram 1,02% enquanto os ativos do Itaú (ITUB4) tiveram valorização de 1,82%.

Dólar recua 0,23% com queda dos juros dos títulos americanos e termina cotado a R$ 2,23AFP

“A decisão do STF deu o tom dos negócios”, afirmou o estrategista-chefe da SLW Corretora, Pedro Galdi.

Nesta quinta-feira, a agenda guarda a divulgação do Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), indicador de inflação que baliza os reajustes dos aluguéis. A projeção média do mercado, medida pela Bloomberg, é que o índice desacelere de 0,78%, para 0,11% de abril para maio.

Nesta quarta-feira, as ações da Petrobras (PETR4) subiram 1,2% e também contribuíram para o desempenho positivo do Ibovespa. À frente dos ganhos, figuraram os papéis da MRV (MRVE3), com alta de 4,3%. Na contramão, as ações da Souza Cruz (CRUZ3) caíram 3,02%.

Estados Unidos

Nos Estados Unidos, as bolsas caminhavam para fechamento no vermelho. Os investidores aguardam a revisão do Produto Interno Bruto (PIB) do primeiro trimestre, a ser conhecido nesta quinta-feira. Após mostrar alta de 0,1% na primeira leitura, a expectativa é que o indicador mostre recuo por conta do impacto dos problemas climáticos. Por volta das 17h50, o Dow Jones caía 0,25%, o S&P recuava 0,11% e o Nasdaq tinha alta de 0,28%.

Câmbio

No mercado cambial, o dólar encerrou em queda de 0,23%, cotado a R$ 2,236 na venda. A queda dos juros dos títulos americanos, que caíram para o menor patamar em quase um ano, atraiu os investidores para alocar os recursos no Brasil, o que contribuiu para o movimento de valorização do real.

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