Ibovespa sobe pelo 4ª pregão seguido e alcança o maior patamar do ano

Bom desempenho das bolsas externas contribuiu para alta, que foi impulsionada ainda pela expectativa eleitoral. Mercado aguarda o nome do vice de Marina Silva

Por O Dia

A falta de indicadores relevantes na agenda e a diminuição das tensões geopolíticas na Ucrânia estimularam os investidores a irem às compras e as bolsas de todo o mundo fecharam no azul. O cenário contribuiu para bom desempenho do Ibovespa, que teve impulso extra com a expectativa pelo segundo turno na eleição presidencial,  e cravou a quarta alta consecutiva ao subir 1,54%, aos 58.446 pontos – o maior patamar desde março de 2013. O giro financeiro foi de R$ 7,17 bilhões.

“O Ibovespa subiu um pouco mais forte que os índices externos por conta das eleições. Estamos entrando na reta final da disputa e, após a pesquisa do Datafolha, a expectativa do mercado é quem será o vice de Marina”, disse o estrategista-chefe da Corretora SLW, Pedro Galdi. Nesta quarta-feira, a cúpula do PSB irá divulgar a configuração da nova chapa do partido após a morte de Eduardo Campos.

À frente dos ganhos, Marfrig ON subiu 3,95%. Os bancos também se destacaram na ponta positiva e contribuíram para a alta do Ibovespa. Bradesco PN subiu de 3,95% e Itaú PN avançou 3,42%. Petrobras PN, por sua vez, elevou 2,5%. Na ponta negativa, MMX ON despencou 10,17%. “O movimento refletiu o boato de que a companhia estaria prestes a entrar com um pedido de recuperação judicial. No entanto, a informação foi negada pela empresa no fim da tarde”, disse Galdi.

Nos Estados Unidos, as bolsas encerraram com ganhos após a diminuição dos conflitos na Ucrânia. Na agenda, a inflação teve leve alta de 0,1% na passagem de junho para julho, em linha com a expectativa dos analistas. “A tendência (da inflação) continua sendo de alta gradual, mas ainda não parece colocar pressão sobre o Fed para que os juros subam”, apontou a Guide Investimentos, em nota. O mercado imobiliário também mostrou força em junho, mês em que a construção de casas novas aumentou 15,7%. O Dow Jones subiu 0,48%. O S&P teve alta de 0,50% e o Nasdaq avançou 0,43%.

Dólar

No mercado de câmbio, o dólar terminou em queda pelo quarto dia seguido ao recuar 0,37%, cotado a R$ 2,25 na venda. De acordo com operadores, diante de poucos indicadores relevantes na agenda, a queda da divisa foi amparada pela pesquisa Datafolha, divulgada na segunda-feira,  que mostrou empate técnico entre a presidente Dilma Rousseff e a provável candidata do PSB, Marina Silva, no segundo turno.

“Com a rejeição pelo mercado financeiro ao nome de Dilma, e a crescente possibilidade de uma derrota da candidata à reeleição, alguns bancos e fundos de investimentos iniciaram um movimento de desmonte de posição comprada em dólar futuro, gerando um efeito de stop loss (patamar recomendado para a venda) e a divisa chegou a ser cotada abaixo dos R$ 2,25 durante alguns instantes da sessão”, apontou a Correparti, em nota.

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