Por parroyo

À medida que as pesquisas mostram o acirramento da disputa entre Marina Silva (PSB) e Dilma Rousseff (PT) no segundo turno da eleição, o mercado responde à indefinição do pleito com a venda das ações das estatais, que formam o chamado “kit eleição”. O movimento, que vem derrubando o Ibovespa há cinco pregões consecutivos, se repete nesta quarta-feira. Por volta das 13h, o principal índice da Bovespa caía 0,87%, aos 57.310 pontos.

No fim da manhã, o Vox Populi divulgou um novo levantamento no qual Marina e Dilma aparecem empatadas no segundo turno com 42% e 41%, respectivamente, das intenções de voto. No primeiro turno, a petista tem 36% das menções, contra 28% da ex-senadora. Os números alimentam a expectativa da recuperação de Dilma também nas pesquisas do Ibope e Datafolha, que devem ser divulgadas ainda nesta semana.

Além dos papéis das estatais, as ações dos bancos também pressionam o Ibovespa. Após rebaixar a perspectiva do rating soberano do Brasil, a agência de classificação de risco Moody’s revisou também a perspectiva da nota dos bancos para “negativa”. O anúncio foi feito na terça-feira após o fechamento do mercado e reflete na sessão de hoje.

Entre os ativos do “kit eleição”, Petrobras PN caia 2,28%; Banco do Brasil ON recuava 2,35% e Eletrobras ON perdia 0,88%. Quanto aos bancos privados, Bradesco PN desvalorizava 2,58% e Itaú PN perdia 1,95%.

Nos Estados Unidos, a agenda não traz indicadores relevantes e os investidores operam com o foco na decisão do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) sobre o juro. A expectativa é que a autoridade monetária, que está avaliando a recuperação da economia para decidir sobre o aperto, adiante o aumento da taxa básica de juro do país para o primeiro semestre de 2015. Por volta das 13h, o Dow Jones subia 0,04%; o S&P tinha leve alta de 0,01% e o Nasdaq avançava 0,19%.

No mercado de câmbio, o dólar subia 0,39%, cotado a R$ 2,295 na venda.

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