Por parroyo

Na esteira do avanço da oposição na última pesquisa do Ibope, o Ibovespa operou no azul durante toda a sessão desta quarta-feira e chegou a ultrapassar novamente os 60 mil pontos, mas cedeu à realização de lucros na reta final do pregão e fechou praticamente estável, ao recuar 0,01%, aos 59.108 pontos. O giro financeiro foi de R$ 7,7 bilhões.

O movimento vendedor foi alimentado pelo sentimento de cautela, que ganhou força após a decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano). O Fed sinalizou a manutenção da taxa básica de juro (entre zero e 0,25%) por um “horizonte relevante”, mas divulgou um planejamento no qual considera elevar o custo dos empréstimos mais rápido em 2015. Além disso, a presidente da autoridade monetária, Janet Yellen, em entrevista após a divulgação dos comunicados, afirmou que a antecipação da alta do juro pode ocorrer caso a economia mostre avanço.

À parte da cautela pontual, o analista da Leme Investimentos, João Pedro Brugger, avaliou como positiva a sinalização do Fed em manter o juro baixo por um "horizinte  relevante". "Isso foi positivo para o mercado brasileiro, pois o adiantamento do aumento do juro por lá irá provocar a saída dos investidores dos países emergentes, que irão preferir alocar seus recursos em títulos norte- americanos”, explicou. 

Em relação à eleição, na noite de terça-feira, o Ibope mostrou a vantagem de três pontos de Marina Silva (PSB) sobre Dilma Rousseff (PT) no segundo turno – 43% a 40%. “Embora exagerada, a alta de ontem do Ibovespa em meio ao rumor desta pesquisa, que veio a publico depois do encerramento do pregão, foi coerente”, avaliou Brugger.

À frente dos ganhos, nesta quarta-feira, Tim ON subiu 3,33%. Na outra ponta, Cemig PN teve queda de 6,55%. Entre as estatais, Petrobras PN subiu 2,46%, BBAS3 ficou estável e Eletrobrás PNB valorizou 2,60%.

Nos Estados Unidos, as bolsas fecharam em leve alta. O Dow Jones avançou 0,15%, o S&P valorizou 0,13% e o Nasdaq subiu 0,21%.

No mercado de câmbio, o dólar disparou 1,25%, cotado a R$ 2,358 na venda – o maior valor desde 13 de março. "O avanço da divisa refletiu as declarações da presidente do Fed, Janet Yellen. Ela afirmou que se a economia americana progredir, os juros poderão ser elevados mais cedo", afirmou a corretora Correparti, em nota.

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