Por parroyo

Após duas altas consecutivas, o Ibovespa já acumula ganhos de 4,34% na semana e mantém a trajetória positiva nesta quarta-feira. Por volta das 13h, o índice avançava 0,33%, aos 59.310 pontos. O bom humor dos investidores é alimentado pela expectativa de que a oposição continue ganhando força na corrida eleitoral, pois tal cenário diminui a chance de reeleição da presidenta Dilma Rousseff, o que agrada ao mercado.

Na noite de ontem, o Ibope divulgou um novo levantamento no qual mostrou leve vantagem de Marina Silva (PSB) sobre Dilma (PT) no segundo turno: a ex-senadora manteve os 43% da pesquisa anterior, enquanto a petista caiu de 42% para 40%. No entanto, as candidatas continuam tecnicamente empatadas. No primeiro turno, o destaque ficou para o tucano Aécio Neves, que subiu de 15% para 19%. Dilma recuou três pontos - para 36% e Marina caiu de 31% para 30%.

À frente dos ganhos, Tim ON subia 3,26%. Na outra ponta, Cemig PN tinha queda de 4,90%. Entre as estatais, Petrobras PN subia 1,90%, BBAS3 tinha alta de 1,36% e Eletrobras PNB valorizava 2,78%.

Além da eleição, a reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), que acaba às 15h, está no foco do mercado. Os agentes irão observar a presença no comunicado da expressão “período considerável”, o que sinaliza juro baixo por um longo período. A presidente do Fed, Janet Yellen, irá fazer um discurso às 15h30m. “Suas palavras podem dar pistas sobre os próximos passos. Ela costuma ressaltar as fragilidades, dando um tom mais “dovish” (pacificador) ao mercado, mas pode mudar de posição”, apontou a Guide Investimentos, em nota.

Nos Estados Unidos, as bolsas operam com leves ganhos. Por volta das 13h, o Dow Jones subia 0,09%, o S&P avançava 0,05% e o Nasdaq tinha alta de 0,12%.

No mercado de câmbio, o dólar subia 0,75%, cotado a R$ 2,346 na venda.

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