Por parroyo

O avanço da presidenta Dilma nas pesquisas, que derrubou a bolsa na segunda-feira – o Ibovespa teve o pior desempenho diário em três anos ao cair 4,52% - continua refletindo na sessão de hoje. Por volta das 13h, o índice caía 1,07%%, aos 54.039 pontos, pressionado novamente pelas ações das estatais, mais sensíveis ao cenário eleitoral.

A pesquisa do Vox Populi, divulgada na noite de ontem, confirmou o cenário apontado pelos últimos levantamentos. Dilma Rousseff (PT) manteve os 40% nos primeiro turno e Marina Silva (PSB) subiu de 22% para 24%. Aécio Neves (PSDB) avançou de 17 para 18%. Em eventual segundo turno entre as candidatas, a petista venceria por 46% das intenções de voto contra 39% da ex-senadora. Novas pesquisas do Datafolha e do Ibope podem ser divulgadas a partir desta terça-feira.

Na agenda macroeconômica, o setor público consolidado (governos federal, estaduais e municipais e empresas estatais) registrou o quarto déficit primário consecutivo em agosto, de R$ 14,4 bilhões - o pior resultado para o mês na série histórica, iniciada em 2001. O superávit primário (economia para pagar os juros da dívida) caiu de R$ 61,2 bilhões em julho para R$ 47,7 bilhões em agosto.

À frente das perdas, Banco do Brasil ON recuava 5,65%. Petrobras PN tinha queda de 0,86% e Eletrobrás ON caía 3,78%. Na ponta positiva, Cemig PN tinha alta de 2,90%.

Nos Estados Unidos, as bolsas operavam no azul. Na agenda, a confiança do consumidor norte-americano caiu em setembro ao nível mais baixo em quatro meses como reflexo da preocupação com o mercado de trabalho e o crescimento econômico. Por volta das 13h, o Dow Jones subia 0,26%, o S&P avançava 0,335 e o Nasdaq tinha alta de 0,34%.

No mercado de câmbio, o dólar recuava 0,27%, cotado a R$ 2,449 na venda.

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