Por parroyo

Após o recuo da sexta-feira (3,4%), o Ibovespa opera em forte alta, com os investidores focados no fortalecimento da oposição na corrida eleitoral. No fim de semana, a ex-candidata à Presidência Marina Silva decidiu declarar apoio a Aécio Neves (PSDB). O Sensus mostrou ainda uma disparada de 17 pontos do tucano em relação à Dilma Rousseff (PT). Por volta das 15h, o principal índice da Bovespa subia 5,35%, aos 58.271 pontos, impulsionado pelas ações do ‘kit eleições’ – as estatais.

De acordo com a pesquisa do instituto Sensus, divulgada no fim de semana, Aécio Neves lidera a disputa no segundo turno com 58,8% das intenções de voto, enquanto Dilma Rousseff tem 41,2%. Vale destacar, entretanto, que resultado do Sensus está mais otimista que o empate técnico entre os candidatos apontado pelo Datafolha e pelo Ibope na semana passada. Nesta noite, após o fechamento do pregão, o Vox Populi deve divulgar um novo levantamento.

À frente dos ganhos, Petrobras PN avançava 11,84%, Banco do Brasil ON subia 11,49% e Eletrobrás ON valorizava 7,57%. Na ponta negativa, Fibria ON recuava 3,63%. Outro destaque positivo da sessão é a ação preferencial da Vale, que subia 6,01%. O forte avanço das exportações da China em setembro (alta de 1,3%) alivia o temor por uma desaceleração da economia do gigante asiático e contribui para a recuperação do preço do minério de ferro, que iniciou a semana com valorização de 4%, cotado a US$ 81,1 a tonelada.

Na agenda, depois de 19 quedas consecutivas, o Boletim Focus elevou a estimativa para o Produto Interno Bruto (PIB) deste ano - de 0,24% para 0,28%. A expectativa para inflação teve leve alta, de 6,32% para 6,45%, e a projeção para o dólar permaneceu em R$ 2,40.

Nos Estados Unidos, as bolsas operam em direções opostas e com fraco volume no dia do feriado que comemora o “Dia do Colombo”. Por volta das 13h, o Dow Jones caía 0,17%, o S&P perdia 0,19% e o Nasdaq avançava 0,06%.

No mercado de câmbio, o dólar recuava 1,71%, cotado a R$ 2,38 na venda. A queda da divisa acompanha o movimento observado nos mercados mundiais, que reflete declarações de alguns dirigentes do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) de que a desaceleração do crescimento mundial poderia postergar o início do aperto monetário.

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