Por parroyo
Publicado 06/11/2014 19:41 | Atualizado 06/11/2014 19:42

O mercado acionário brasileiro encerrou a quinta-feira com sua segunda queda consecutiva, com investidores aproveitando para embolsar lucros diante das incertezas sobre um eventual reajuste dos preços dos combustíveis pela Petrobras e sobre a futura equipe econômica da presidente reeleita Dilma Rousseff.

O Ibovespa fechou em queda de 1,98%, aos 52.637 pontos, e acumula perdas de  3,64% na semana. O giro financeiro do pregão foi de R$ 6,5 bilhões. 

No mercado de câmbio, o dólar avançou pela quinta sessão consecutiva ao fechar com alta de 1,82%, cotado a R$ 2,560 na venda - maior valor de fechamento em mais de nove anos. O movimento reflete o quadro de incertezas sobre o futuro da política econômica no segundo mandato da presidente Dilma Rousseff.

"O fator local é de indefinições e, quando você não sabe o que vem pela frente, você corre para o dólar", disse o especialista em câmbio da corretora Icap, Italo Abucater.

Investidores querem mais detalhes sobre como será gerenciada a política econômica, sobretudo a fiscal, criticada por ser excessivamente expansionista e pouco transparente. Pela manhã, o Banco Central afirmou por meio da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) que a política fiscal deve rumar para a neutralidade, o que desagradou investidores.

Os mercados também querem saber quem será o próximo ministro da Fazenda, substituindo Guido Mantega. E essa pergunta não deve ser respondida tão cedo, após Dilma afirmar, na véspera, que só anunciará seu indicado ao posto após a reunião do G20, em 15 e 16 de novembro.

Essas incertezas têm limitado o giro financeiro do mercado de câmbio, deixando as cotações sensíveis a operações pontuais e aumentando a volatilidade.

"O mercado tem operado com base em expectativas e, por enquanto, tem muita incerteza. Não dá para montar posições de longo prazo", disse o gerente de câmbio da corretora Treviso, Reginaldo Galhardo.

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