Projeção para o IPCA em 2014 sobe de 6,40% para 6,43%, aponta Focus

Com relação à Selic, taxa básica de juros da economia, analistas do mercado continuam estimando fechamento anual em 11,5%

Por O Dia

Brasília - As expectativas de inflação continuaram a se deteriorar entre os analistas de mercado, de acordo com o boletim Focus, do Banco Central.  Em 12 meses, a projeção subiu de 6,44% para 6,55%; a estimativa para 2014 avançou de 6,40% para 6,43%, e, para 2015, saiu de 6,40% para 6,45%.

Depois de ter subido levemente na semana anterior, a estimativa dos analistas de mercado para a expansão da economia neste ano voltou a ter ligeiro ajuste para baixo. De acordo com o boletim Focus, do Banco Central, a mediana das projeções para o Produto Interno Bruto (PIB) do país caiu de aumento de 0,21% para alta de 0,20%. Há um mês, a estimativa era de crescimento de 0,27%. Para 2015, a aposta seguiu inalterada em 0,80%.

O mercado voltou a reduzir a expectativa de superávit comercial (exportações maiores que importações) em 2014. A projeção para o fechamento da balança caiu pela sexta vez, de US$ 400 milhões para apenas US$ 100 milhões. Há duas semanas, analistas e investidores estimavam saldo positivo de US$ 1 bilhão e, no início do mês, superávit de US$ 2 bilhões.

No setor externo, a previsão de déficit em conta-corrente, o indicador que mede o desequilíbrio das contas externas, aumentou de US$ 82 bilhões para US$ 83 bilhões. Quanto ao crescimento da economia, a projeção, que estava em 0,21%, teve leve redução, voltando a 0,2%. A previsão de queda da produção industrial está mantida em 2,3%.

Com relação à Selic, taxa básica de juros da economia, analistas continuam estimando fechamento em 11,5%. Na penúltima reunião do ano, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC decidiu elevar a Selic de 11% para 11,25% ao ano, como forma de controlar a inflação.

Os analistas também elevaram a expectativa de fechamento do dólar, de R$ 2,53 para R$ 2,55. No último dia 14, a moeda norte-americana fechou acima de R$ 2,60 pela primeira vez desde 2005.

A dívida líquida do setor público ficou estimada em 35,85% do Produto Interno Bruto (PIB), soma das riquezas produzidas no país. Os investimentos estrangeiros diretos (IED) estimados deverão permanecer em US$ 60 bilhões. Os preços administrados, regulados pelo governo, deverão ser reajustados em 5,3% .

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