Por parroyo

O mercado recebeu negativamente a escolha do o presidente do Banco do Brasil, Aldemir Bendine, para substituir Graça Foster na presidência da Petrobras. Embora a informação ainda não seja oficial – o Conselho de Administração segue reunido -, as ações da estatal caem mais de 5% e puxam a queda do Ibovespa, que por volta das 13h, recuava 1,18%, aos 48.654 pontos.

“A conversa de corredor no mercado é que essa é uma notícia negativa. A expectativa era que um executivo mais isento do governo, mais independente, assumisse o cargo. Bendine é funcionário de carreira do Banco do Brasil e tem laços estreitos com o Planalto. Além disso, ele já foi investigado pela Receita Federal”, pontuou o analista da Clear Corretora, Raphael Figueredo.

No ano passado, Bendine foi investigado pela Receita Federal por evolução suspeita de patrimônio e possível favorecimento à socialite Val Marchori em concessão de empréstimo de R$ 2,7 milhões no banco. O executivo negou as acusações.

As ações da petroleira figuram entre as maiores baixas do dia – as preferenciais desvalorizam 5,51% e as ordinárias têm queda de 4,76%. À frente das perdas, PDG ON recuava 6,35%. Na contramão, ALL ON subia 3,17%.

Na agenda, a inflação oficial de janeiro, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), acelerou 1,24% - a taxa mais alta para mês desde 2003, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 12 meses, o índice estourou o teto da meta (6,5%) ao acumular alta de 7,14%.

Nos Estados Unidos, o relatório geral de emprego, Payroll, mostrou a criação de 257 mil vagas de trabalho no país em janeiro, número que supera a expectativa dos analistas, que esperavam 234 mil novos postos de trabalho. A força do indicador traz de volta ao centro da discussão a possibilidade de o Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) elevar a taxa de juros ainda no primeiro semestre de 2015. Por volta das 13h, o Dow Jones subia 0,26%.

No mercado de câmbio, o dólar sobe 1,2%, cotado a R$ 2,77 na venda.

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