Ibovespa cede à pressão da Petrobras e termina em queda de 0,05%

Após subirem mais de 3% na primeira etapa do dia, as ações preferenciais da estatal fecharam com recuo de 3,3%

Por O Dia

A bolsa paulista não sustentou o viés positivo da primeira etapa do dia e fechou em leve queda nesta quinta-feira, em meio à piora das ações da Petrobras, descolando-se do viés ascendente dos negócios em Wall Street.

Profissionais do segmento de renda variável ouvidos pela Reuters citavam uma série de rumores minando a trégua na bolsa paulista, onde os negócios seguem vulneráveis às perspectivas desanimadoras para a economia brasileira.

O Ibovespa encerrou com variação negativa de 0,05%, aos 48.880 pontos, após ter avançado 1,5% no melhor momento da sessão. O volume financeiro do pregão somou R$ 6,6 bilhões.

"O pano de fundo ainda é ruim para a bolsa. E qualquer coisa, qualquer dado ou informação ou rumor mais negativo gera uma piora", disse o gestor Joaquim Kokudai, sócio na sócio na JPP Capital Gestão de Recursos.

Uma das razões apontadas pelo gestor e outros profissionais para a deterioração na bolsa pelo efeito em Petrobras foi a notícia da agência Bloomberg, citando fonte do governo federal, de que o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, não iria autorizar emissão pela estatal de títulos lastreados no crédito de cerca de 9 bilhões que a companhia tem junto à União e à Eletrobras.

No final de fevereiro, duas fontes do governo haviam dito à Reuters que o governo federal descartava capitalizar a Petrobras neste momento.

As preferenciais da Petrobras caíram 3,3%  e as ordinárias recuaram 2,24%, após subirem mais de 3% na primeira etapa do dia.

JBS também pressionou, com queda de 1,61%, diante de realização de lucros, passada a divulgação do resultado no último trimestre de 2015. Os dados foram considerados fortes por analistas, mas o papel acumula ganho ao redor de 15%.

Marcopolo, por sua vez, disparou 12,08%  em meio à publicação de minuta da resolução que regulamentará o modelo de autorização das linhas interestaduais e internacionais de transporte rodoviário.

CSN ficou entre os maiores ganhos do Ibovespa, após reverter prejuízo no quarto trimestre, enquanto também divulgou alta nas reservas de minério de ferro e reduziu plano de investimento para 2015. 

Gol liderou as perdas, ajustando-se à forte valorização da véspera, quando chegou a ganhar mais de 9 por cento no melhor momento da sessão.

Também Braskem foi destaque na ponta de baixa, ainda afetada por incertezas após ter seu nome relacionado nas investigações da operação Lava Jato.

Em Wall Street, o índice S&P 500 subiu 1,26%, em sessão com trégua baseada no fortalecimento global do dólar e alta de ações do setor bancário.

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