Dólar cai 2% com percepção de juro baixo por mais tempo nos EUA

Moeda norte-americana fecha cotada a R$ 3,06. Bolsa cai após três altas seguidas, pressionada pelos papéis da JBS e Kroton

Por O Dia

O dólar fechou em queda de quase 2%  ante o real nesta terça-feira, acompanhando o movimento visto no cenário externo, onde dados ainda mostram uma recuperação lenta da economia dos Estados Unidos.

O câmbio também foi influenciado, em menor escala, pelo otimismo após a definição de data para divulgação do balanço da Petrobras. A moeda norte-americana caiu 1,97%, cotada a R$ 3,063 na venda.

No exterior, o Departamento de Comércio dos EUA divulgou pela manhã o dado sobre vendas do varejo no país em março, mostrando o primeiro crescimento desde o fim do ano passado e a maior alta em um ano. No entanto, o dado ficou um pouco abaixo do esperado pelo mercado.

Além disso, o Fundo Monetário Internacional (FMI) cortou a sua projeção para o crescimento da economia norte-americana este ano e para 2016, ao mesmo tempo em que manteve a estimativa para a expansão global em 2015 e elevou a previsão para 2016.

Os dados desta terça reforçam a possibilidade de que o Federal Reserve, banco central norte-americano, pode esperar um pouco mais para começar a normalização da política monetária nos EUA.

"Tem prevalecido a visão de que o Fed não deve ter pressa em alterar os juros lá", disse o economista Silvio Campos Neto, da Tendências Consultoria.

Bolsa

O principal índice da Bovespa fechou em queda nesta terça-feira após três pregões consecutivos de alta, com os papéis da JBS e da Kroton entre as principais pressões negativas, ofuscando a repercussão positiva ao anúncio da Petrobras de que avaliará o balanço auditado dia 22.

Também ficou em segundo plano o avanço dos papéis da Vale, em sessão de alta do preço minério de ferro e expectativa sobre reunião do Conselho de Administração da empresa, bem como a disparada de mais de 7 por cento de Gol, em meio ao declínio do dólar.

O Ibovespa fechou em queda de 0,48%, aos 53,981 pontos. O volume financeiro foi de R$ 6,8 bilhões.

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