Por parroyo

O dólar encerrou em queda pela terceira sessão seguida nesta quinta-feira, acompanhando o cenário internacional e com os investidores buscando um novo patamar de flutuação da moeda, à medida que a cotação se aproxima da barreira de R$ 3.

A moeda norte-americana caiu 0,58%, cotada a R$ 3,016 na venda, acumulando queda de 3,45% em três sessões e fechando no menor patamar desde 5 de março.

Depois de abrir em queda ante o real, o dólar chegou a registrar certa volatilidade durante o primeiro período do pregão, oscilando entre leves altas e baixas. A tendência de queda se consolidou apenas na segunda parte da sessão, quando o dólar ampliou a queda no mercado internacional.

"As oscilações aqui são normais devido às quedas já ocorridas e ao patamar de sustentação de 3 reais", disse o economista da Tendências Consultoria Silvio Campos Neto.

A moeda norte-americana fechou abaixo dos R$ 3 pela última vez no dia 4 de março, a R$ 2,980. Nas duas semanas seguintes, contudo, o dólar entrou em ascensão até fechar na máxima em quase 12 anos no dia 19 de março, a R$ 3,296.

Desde o pico de março, a moeda norte-americana vem buscando um novo patamar e voltou a se aproximra de R$ 3, onde tem encontrado resistência para cair mais.

"O mercado está tentando encontrar um novo patamar, se é em 3 reais ou se vai romper isso", disse o economista-sênior do Besi Brasil, Flavio Serrano, acrescentando acreditar que a moeda deve oscilar entre R$ 3 e R$ 3,10. "Na ausência de notícias relevantes, vamos ver o dólar oscilando nesse patamar."

Bolsa

O principal índice da bolsa paulista fechou em queda nesta quinta-feira, afetado principalmente pelo declínio das ações da Petrobras, após valorização de mais de 25% nos últimos cinco pregões motivada por expectativas atreladas à divulgação do balanço auditado da companhia, além de vendas de ativos.

O Ibovespa caiu 0,45%, aos  54.674 pontos. O volume financeiro da sessão somava R$ 7,12 bilhões.

As preferenciais da Petrobras recuaram 3% e as ordinárias caíram 1,9%, quebrando a sequência de cinco sessões de ganhos.

O setor siderúrgico foi destaque no noticiário também, mas na ponta positiva do Ibovespa, particularmente CSN, que chegou a disparar mais de 9% mais cedo com notícia sobre a empresa estar estudando se desfazer de participação na rival Usiminas. A CSN não comentou o assunto. No final do dia, a ação da siderúrgica marcou alta de 3,6%.

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