Ibovespa cai com pressão do setor financeiro e à espera da Petrobras

Estatal deve divulgar o balanço auditado na próxima quarta-feira. Dólar recua, cotado a R$ 3,02

Por O Dia

A bolsa paulista fechou a segunda-feira com o seu principal índice em queda pelo terceiro pregão consecutivo, em meio a movimentos de realização de lucros após o Ibovespa ter se aproximado dos 55 mil pontos na semana passada.

De acordo com dados preliminares, o Ibovespa fechou em queda de 0,36%, a 53.761 pontos, revertendo o viés da primeira etapa do dia, quando chegou a subir 0,8% e voltar aos 54 mil pontos.

Em sessão marcada pelo vencimento dos contratos de opções sobre ações, papéis do setor financeiro responderam pela principal pressão negativa no índice. A perda de força das ações da Petrobras na segunda etapa do pregão também contribuiu para o desempenho negativo do índice.

O feriado no Brasil na terça-feira, quando a Bovespa ficará fechada, alimentou posições mais cautelosas, particularmente antes da amplamente aguardada divulgação do balanço auditado de 2014 da Petrobras prevista para acontecer na quarta-feira.

O volume financeiro somou R$ 8,5 bilhões , incluindo o giro do exercício das opções, também conforme dados pré-ajuste.

Dólar

O dólar fechou em queda ante o real nesta segunda-feira, revertendo parte da alta da última sessão, com investidores evitando fazer grandes movimentos na véspera de um feriado local e em sessão sem divulgação de indicadores econômicos relevantes.

A moeda norte-americana recuou 0,46% ante a moeda brasileira, a R$ 3,027 na venda, após subir 0,82% na sessão anterior.

"É um dia atípico. Não tem grandes negócios acontecendo, então o mercado fica dependendo de operações pontuais", disse o gerente de câmbio da Treviso Corretora, Reginaldo Galhardo.

O dólar operou em leve alta durante a maior parte da manhã, acompanhando o cenário externo, mas firmou-se no campo negativo durante a tarde, contrariando a tendência internacional, que mostrava o dólar subindo cerca de 0,4%  em relação a uma cesta de moedas.

"O que temos hoje é a falta de notícia ruim. Estamos vindo de um certo otimismo nas últimas semanas, então o mercado está tranquilo", disse Galhardo.

Nas últimas três semanas, a moeda norte-americana acumulou queda superior a 6% ante o real.


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