Ibovespa sobe 1,8% com Vale e mercado segue à espera da Petrobras

Ação da mineradora disparou quase 10% com dados de produção da companhia. Balanço da Petrobras deve ser divulgado às 18h

Por O Dia

O principal índice da bolsa paulista fechou em alta nesta quarta-feira, com as ações da Vale encerrando com valorização de quase 10 por cento, após avanço dos preços do minério de ferro e dados de produção da companhia.

O viés positivo foi reforçado pela recuperação dos papéis da Petrobras durante a sessão, em meio a ajustes finais de investidores para a divulgação do balanço auditado de 2014 da estatal ainda nesta quarta-feira.

O Ibovespa terminou em alta de 1,59%, aos 54.617 pontos. O volume financeiro alcançou R$ 6,9 bilhões.

A Vale divulgou nesta quarta-feira que produziu 74,5 milhões de toneladas de minério de ferro nos primeiros três meses do ano, sua maior produção de minério para o período, equivalente a uma alta de 4,9% ante o ano passado.

Para analistas, os dados não trouxeram grandes surpresas, mas a equipe do Bradesco BBI viu nos detalhes dos números os primeiros sinais de que a companhia já está ajustando sua produção de minério a um mercado mais desafiador.

Operadores atrelaram a disparada das ações principalmente à alta dos preços do minério de ferro, com as compras para cobrir posições vendidas nos papéis da empresa acentuando os ganhos (short squeeze).

O anúncio da BHP Billiton de que adiará expansão na sua produção de minério também contribuiu para que as preferenciais da Vale avançassem 9,81%, maior alta diária desde dezembro de 2008. As ações ordinárias saltaram 9,7%, maior avanço desde maio de 2009.

A estatal Petrobras fechou em alta, revertendo as perdas iniciais, com as preferenciais subindo 0,23% e as ordinárias avançando 0,53%.

A companhia divulga os resultados auditados do terceiro e quarto trimestres ainda nesta quarta-feira, e está agendada para as 18h uma entrevista coletiva com integrantes da diretoria para comentar os dados.

"Com a divulgação do balanço nesta quarta-feira, os problemas estão longe de acabar, mas parece que as perspectivas mais sombrias começam a ser afastadas", escreveu o gestor Alexandre Póvoa, sócio da Canepa Asset Management.

Ele citou que o "risco Petrobras" é uma das "três tampas" estão sendo gradativamente removidas para a alta do mercado acionário local, assim como o risco de racionamento e de alta mais cedo do juro norte-americano.

"Os mercados continuam bastante difíceis de serem operados, com a liquidez mundial extrema ofuscando as fragilidades macroeconômicas do globo", afirmou, em carta trimestral da Canepa a clientes.

Bancos reforçaram a trajetória ascendente, com Itaú Unibanco ITUB4.SA e Banco do Brasil fechando com altas respectivas de 2,79% e 4,05%. Mesmo Bradesco BBDC4.SA ganhou fôlego à tarde, terminando em alta de 1,34 por cento, mesmo após ser cortado para "venda" pelo Goldman Sachs.

Eletrobras figurou na ponta positiva do índice, com as ações avançando ao redor de 6%. O BTG Pactual destacou sete concessões da empresa em relatório nesta quarta-feira em que analisou a possibilidade de agentes do setor voltarem a comprar distribuidoras em situação operacional mais complicada.

As fabricantes de papel e celulose Fibria e Suzano fecharam sem uma direção única, em sessão de dólar em baixa ante o real, apesar de nova queda nos estoques de celulose de fibra curta em março.

Dólar

O dólar fechou em queda ante o real nesta quarta-feira, influenciado por operações pontuais, enquanto os investidores aguardavam a divulgação do balanço auditado da Petrobras e permaneciam atentos a votação de medidas importantes no Congresso.

A moeda norte-americana chegou a romper a barreira dos R$ 3 durante a sessão, sendo cotada a R$ 2,996 na mínima, mas o movimento perdeu força e o dólar fechou a R$ 3,008 na venda, em queda de 0,63%.

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