Por parroyo

A Bovespa voltou a fechar no azul nesta terça-feira, após o ajuste de baixa da véspera, amparada nos ganhos de bancos e na recuperação dos papéis preferenciais da Petrobras na segunda etapa da sessão.

Mas a realização de lucros com ações da Vale, particularmente as ordinárias, limitou o avanço do principal índice da bolsa paulista.

O Ibovespa fechou em alta de 0,50%, aos 55.812 pontos. O volume financeiro somou R$ 8,2 bilhões.

A ação preferencial da Petrobras chegou a recuar 2,62% pela manhã, mas reagiu à tarde para fechar em alta de 1,59%, após comentários do presidente da estatal, Aldemir Bendine, em audiência no Senado Federal.

Bendine indicou que a petroleira busca um nível de alavancagem, medido pelo endividamento líquido/Ebitda, de até 3 vezes, embora tenha alertado que isso não deve acontecer em breve. Também disse que a Petrobras não tem problema para se financiar. As ações ordinárias da Petrobras fecharam estáveis, a R$ 13,63.

Após uma abertura fraca, os bancos também se recuperaram ao longo da sessão, com Itaú Unibanco fechando em alta de 1,02 por cento e o Bradesco avançando 1,53%.

Santander Brasil saltou 5,40%, após o banco divulgar avanço de 31,9% do lucro líquido societário no primeiro trimestre na comparação com o mesmo período de 2014.

Ações de empresas do setor elétrico também foram destaque positivo, com profissionais do mercado citando expectativas relacionadas ao quarto ciclo de revisão tarifária. O índice do setor avançou 2,27 por cento. Light disparou 6,17 por cento.

Os papéis ordinários da Vale caíram 3,88%, após registrarem forte alta nos últimos pregões, mas ainda acumulam alta de quase 30 por cento no mês. Os papéis preferenciais da mineradora fecharam em queda de 0,38%, e ainda acumulam alta no mês de um pouco mais de 20%.

Dólar

O dólar fechou em alta nesta terça-feira, invertendo a queda vista mais cedo, em um movimento de correção após ter alcançado a menor cotação em quase dois meses no intradia.

A moeda norte-americana encerrou a R$ 2,942 na venda, em alta de 0,7%, após operar em queda durante a maior parte do dia. Na mínima da sessão, o dólar rompeu o piso de R$ 2,90 e chegou a R$ 2,880, menor cotação intradia desde 2 de março.

"Aqui, o movimento (de queda do dólar) foi muito rápido e quando caiu abaixo de R$ 2,90 chamou compras", disse economista da Tendências Consultoria, Silvio Campos Neto.

A moeda norte-americana vinha sendo negociada acima dos R$ 3 desde o início de março e voltou a fechar abaixo desse patamar em 23 de abril, onde se mantém desde então.

No exterior, o dólar mantinha a tendência de baixa, caindo cerca de 0,6 por cento em relação a uma cesta de moedas, com investidores à espera da reunião de dois dias do Federal Reserve, que começa nesta terça-feira, e dos dados do primeiro trimestre do Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos, na quarta-feira.

Com os dados recentes mais fracos da economia norte-americana, aumentaram as apostas de que o Fed vai adiar o início do processo de elevação da taxa de juros.

Do lado interno, o mercado aguarda a reunião de dois dias do Comitê de Política Monetária (Copom), que termina na quarta-feira e trará a definição da taxa básica de juros.

A expectativa, segundo pesquisa Reuters, é que a Selic seja elevada em 0,50 ponto percentual, a 13,25% ao ano.

As altas taxas de juros no Brasil, aliadas à expectativa de demora no início da elevação dos juros nos EUA, atraem a entrada de investimento estrangeiro, o que também ajuda na queda do dólar.

"A questão agora é até quando vai o atual ciclo de aperto monetário (no Brasil), que também traz uma enxurrada de dólar pelo atrativo da taxa de juros", disse o operador de câmbio de uma corretora de São Paulo, que falou sob condição de anonimato.

Com a recente desvalorização da moeda norte-americana e a proximidade do fim do mês, o mercado aguarda a divulgação do Banco Central sobre a continuidade do programa de rolagem dos contratos de swap cambial.


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