Por parroyo

A Bovespa fechou no vermelho nesta quinta-feira pelo segundo pregão consecutivo, diante de nova realização de lucros, com destaque para a queda mais acentuada dos papéis ordinários da mineradora Vale e de ações de siderúrgicas.

O declínio de Petrobras ON também pesou nos negócios, assim como se destacou a queda de Eletrobras, em sessão recheada de resultados corporativos e recuo dos preços de commodities no exterior.

Contudo, o principal índice da bolsa paulista, o Ibovespa, encerrou em queda de apenas 0,32%, aos 56.921 pontos, longe da mínima do dia, quando caiu cerca de 1%. O volume financeiro no pregão somou R$ 6,4 bilhões.

O gestor Joaquim Kokudai, sócio na JPP Capital Gestão de Recursos, destacou que os papéis da Vale e da Petrobras têm tido uma dinâmica própria e considerou "natural" o movimento nesta sessão após altas recentes.

"Vale corrigiu para cima com a recuperação nos preços do minério de ferro e após a divulgação do balanço, mas o cenário para o minério ainda é desafiador, enquanto Petrobras melhorou com a divulgação do balanço auditado e anúncio de medidas para desalavancar, mas também segue com horizonte complicado", disse.

Ele destacou ainda que a ata da última reunião de política monetária do Banco Central sinalizou a intenção da instituição de buscar ancorar as expectativas da inflação a qualquer custo, o que embora positivo para credibilidade da autoridade monetária, tem um custo adicional para uma atividade já fraca.

A Bovespa fechou no vermelho nesta quinta-feira pelo segundo pregão consecutivo, diante de nova realização de lucros, com destaque para a queda mais acentuada dos papéis ordinários da mineradora Vale e de ações de siderúrgicas.

O declínio de Petrobras ON também pesou nos negócios, assim como se destacou a queda de Eletrobras, em sessão recheada de resultados corporativos e recuo dos preços de commodities no exterior.

Contudo, o principal índice da bolsa paulista, o Ibovespa, encerrou em queda de apenas 0,32 por cento, a 56.921 pontos, longe da mínima do dia, quando caiu cerca de 1 por cento. O volume financeiro no pregão somou 6,4 bilhões de reais.

O gestor Joaquim Kokudai, sócio na JPP Capital Gestão de Recursos, destacou que os papéis da Vale e da Petrobras têm tido uma dinâmica própria e considerou "natural" o movimento nesta sessão após altas recentes.

"Vale corrigiu para cima com a recuperação nos preços do minério de ferro e após a divulgação do balanço, mas o cenário para o minério ainda é desafiador, enquanto Petrobras melhorou com a divulgação do balanço auditado e anúncio de medidas para desalavancar, mas também segue com horizonte complicado", disse.

Ele destacou ainda que a ata da última reunião de política monetária do Banco Central sinalizou a intenção da instituição de buscar ancorar as expectativas da inflação a qualquer custo, o que embora positivo para credibilidade da autoridade monetária, tem um custo adicional para uma atividade já fraca.

Destaques

=VALE fechou em queda endossada pelo declínio do minério de ferro, com as ordinárias recuando mais de 4%. Em nota a clientes, o BTG Pactual destacou como excessivo o diferencial entre as duas classes de ações, atribuída a fatores técnicos, e recomendou a troca de ONs por PNs.

=USIMINAS e CSN lideraram as perdas do índice, com quedas de 10,04% e 7,73%, respectivamente, tendo como pano de fundo a baixa do minério de ferro, uma vez que produzem a commodity, e a continuidade da disputa pelo controle da Usiminas e da indefinição sobre oferta pública de compra de ações de minoritários, entre eles a CSN. Dados nesta quinta-feira também mostraram que a indústria de veículos no Brasil teve o pior abril em produção desde 2007, com perspectivas pouco animadoras.

=ELETROBRAS terminou entre as maiores quedas, com embolso de lucros após três pregões seguidos de ganhos, revertendo a forte alta da abertura diante de comunicado da estatal sobre o processo de venda do controle da distribuidora Celg D. Na quarta-feira, uma fonte próxima à estatal disse à Reuters que o grupo pretende vender o controle da goiana Celg D e de suas outras distribuidoras.

=PETROBRAS encerrou sem uma tendência única, com as preferenciais em alta de 0,44%, enquanto as ordinárias caíram 1,08%, tendo como pano de fundo o declínio dos preços do petróleo e embolso de lucros. No ano, as preferenciais acumulam alta de quase 37% e as ordinárias, de quase 53%.

=BRASKEM reverteu as perdas e encerrou com acréscimo de 0,15%, em sessão com balanço trimestral mostrando queda de 49% no lucro do primeiro trimestre ante o ano anterior, para 204 milhões de reais. A petroquímica informou que negocia com governo contrato de fornecimento de energia no Nordeste.

=COSAN caiu 3,23 por cento, em meio a prejuízo de R$ 43,7 milhões no primeiro trimestre deste ano, ante lucro 256,1 milhões no mesmo período do ano passado.

=ENERGIAS DO BRASIL fechou em baixa de 2,63%, após divulgar lucro de R$ 83,6 milhões no primeiro trimestre, queda de 16,1% na comparação anual. A empresa também disse que vê pequena elevação em provisão para devedores.


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