Por parroyo

O dólar fechou em alta ante o real nesta quarta-feira, descolando-se dos mercados externos em reação a algumas operações de saídas de divisas após dois dias de queda.

A moeda norte-americana subiu 0,44%, a R$ 3,114  na venda, após acumular queda de 1,57%  nas duas sessões anteriores. Na mínima deste pregão, a divisa chegou a cair mais de 1%, a R$ 3,0615.

"O recuo dos últimos dias foi muito intenso e abriu uma oportunidade para compras de dólares", resumiu o operador de câmbio da corretora Intercam Glauber Romano.

No exterior, a divisa dos Estados Unidos perdia terreno contra as principais moedas pela terceira sessão consecutiva, após avançar firmemente no fim da semana passada diante de expectativas de que os juros norte-americanos podem subir em setembro, reagindo a números mais fortes que o esperado sobre o mercado de trabalho.

Pela manhã, o economista da empresa de análise financeira 4Cast Pedro Tuesta já havia advertido sobre possíveis exageros no recuo do dólar em relação a moedas emergentes nesta sessão.

"Meu medo é que haja uma reversão muito grande da próxima vez em que virmos dados positivos nos EUA", afirmou, ressaltando que os atuais níveis do câmbio não são consistentes com uma alta de juros nos EUA em setembro.

No cenário interno, investidores monitoravam a perspectiva de mais altas de juros pelo Banco Central brasileiro, que podem atrair recursos externos para a economia brasileira. Essa aposta ganhou mais força nesta manhã, após o IPCA subir em maio mais do que as estimativas mais pessimistas em pesquisa da Reuters.

A curva de juros futuros apontava chances majoritárias de mais duas elevações na taxa básica Selic, de 0,50 e de 0,25 ponto percentual, mas alguns investidores já apostavam em dois aumentos de 0,50 ponto percentual.

"Nenhum outro país da classe de risco do Brasil paga tantos rendimentos. É muito atraente para estrangeiros investir aqui", disse o operador de um banco nacional.

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