Por luana.benedito

Rio - Está planejando a compra do imóvel? Saiba que essa negociação necessita de planejamento e pesquisa para identificar a melhor oportunidade. Bruno Teodoro, da Estrutura Consultoria, correspondente imobiliário dos bancos, orienta que é importante controlar as despesas e definir o quanto poderá ser investido. Ele recomenda que o comprador não comprometa mais do que 30% dos rendimentos familiares mensais com dívidas, incluindo a prestação da casa própria.

Uma das dicas é verificar se a família vai usar os espaços de lazer do condomínio%2C como piscina e churrasqueiraDivulgação

O especialista recomenda, ainda, analisar as várias formas de pagamento e escolher a que mais se adapta ao seu perfil, como financiamento bancário, empréstimo direto com a construtora e sistema de consórcio. Outras alternativas seriam a utilização de economias, o dinheiro da conta vinculada do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) ou até mesmo a venda de outro imóvel. Segundo Teodoro, a escolha da modalidade de crédito vai depender da urgência do comprador. No caso do consórcio, por exemplo, é para quem não tem pressa de se mudar. Também é possível dar um lance para conseguir o bem mais rápido. Tudo vai depender da atual situação financeira do comprador.

Caso a escolha seja por um imóvel que esteja na planta, a recomendação é verificar a construtora e se ela cumpre prazo de entrega. Nesse caso, visitar os empreendimentos entregues é uma boa opção. Se a escolha for imóvel usado, leve em consideração o estado da unidade. Dependendo das condições, os gastos com reparos poderão ficar mais elevados. Também é bom verificar se não há dívida condominial e nem de IPTU, além de taxa de incêndio.

Mesmo em tempos de crise, é um bom momento para comprar

O mercado imobiliário passa por fases de alta e de baixa, dependendo do contexto econômico. Segundo Joyce Bahiense, sócia da MR Consultoria, empresa especializada em regularização de imóveis, é preciso compreender cada uma delas para saber determinar que estratégias usar ao promover transações no setor e aproveitar o melhor cada fase.

Uma das dicas é verificar se a família vai usar os espaços de lazer do condomínio%2C como piscina e churrasqueiraDivulgação

“A fase de expansão é marcada pelo encarecimento dos preços dos imóveis e início de aumento das ofertas, onde as construtoras com incentivos financeiros iniciam os investimentos no setor, aumentando o número de lançamentos e a concorrência no mercado”, explica. O Brasil passou pela fase do ‘boom imobiliário’, entre 2008 e 2013, período das expectativas pelos grandes eventos que o país receberia num contexto de economia aquecida.

Em seguida, é a vez da fase ‘excesso de oferta’, entre 2013 e 2015, quando os preços dos imóveis se estabilizam. Apesar do otimismo, o número de imóveis vagos aumenta e a construção desacelera.“As construtoras ficam com um número elevado de empreendimentos para serem entregues, gerando um estoque maior. O crédito para novas construções também diminui e o endividamento aumenta”, conta.

O país vive hoje a fase de recessão, caracterizada pela queda dos preços dos imóveis, enquanto a oferta cresce. “Ainda que tenha ocorrido queda nos preços, a média, conforme indica o Índice Fipe/ZAP, indica estabilização em 2016”, diz Joyce.]

O típico contexto dessa fase é de economia desaquecida, mercado de trabalho instável, diminuição do crédito e da renda. Para alavancar a economia, já começaram a ser promovidos os incentivos para as linhas de crédito, como fez a Caixa Econômica, ao elevar o valor máximo de financiamento para R$ 3 milhões, estimulando a expansão do setor. Joyce afirma que o atual quadro recessivo deve começar a se dissipar na virada de 2017 para 2018. “Por isso, este é o momento ideal para quem deseja e tem condições de comprar um imóvel. Com estoque ainda alto, existem boas ofertas no mercado”.

O próximo nível é a recuperação, quando ocorrem melhorias no setor de construção e reaquecimento da economia. A curva desta fase passa a adotar comportamento crescente. Mesmo que o número de imóveis vagos diminua, o contexto característico para mercado imobiliário negativo, numa fase que deve ocorrer em 2018

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