Mães ganham cada vez mais espaço no mercado de trabalho

Segundo o Setrab-RJ, cerca de 15 mil vagas por ano são ofertadas para as mulheres

Por O Dia

Rio - A Secretaria de Estado de Trabalho e Renda do Rio (Setrab-RJ) abre, por mês, cerca de 1.300 oportunidades de emprego para o público feminino. Ou seja, 15.600 vagas por ano para elas. Quem espera ou está criando filho também pode construir carreira com direitos trabalhistas garantidos e ter chances de contratação em um dessas chances abertas.

Independente da disputa no mercado, especialistas afirmam: ser mãe não é um impedimento para conquistar vagas. Muito pelo contrário. É possível usar a personalidade a seu favor na hora de deslanchar na profissão.

O perfil delas

Erica concilia a criação das duas filhas como trabalho como consultora da Natura. A solução foi criar uma página de venda no FacebookDivulgação

Um caso recorrente em recrutadoras é o de mães que se dedicaram a criação de filhos e interromperam a vida profissional. Para esse perfil, Cláudia Tinoco, que é vice-presidente da Associação Brasileira dos Profissionais de Recursos Humanos, recomenda:

“É preciso buscar cursos na área de atuação para a atualização, resgatar rede de contatos e pesquisar vagas que não tenham necessidade de muita experiência”. Além disso, ela sugere que a mãe retome os estudos. “Concurso público é alternativa”, diz.

Para a mãe que já está no mercado e precisa conciliar a rotina profissional, os desafios são outros. Erica Moura, trabalha com Venda Direta há oito meses e ainda cria duas pequenas, uma de quatro anos e outra de dez meses. Pelo cuidado, não podia sair para trabalhar todo instante. A solução: vender via Facebook.

“Resolvi romper a barreira e criar uma página no Facebook, onde coloco os catálogos da Natura e promoções de produtos. Funciona como uma vitrine e é um canal para se comunicar e explicar sobre alguns produtos para minhas clientes”, conta Erica. Hoje, ela consegue gerar uma renda mensal de até R$ 1,5 mil com só pela página.

O modelo é adequado para mães que não podem se ‘desligar’ dos pequenos. Marcia Magalhães, que trabalha na Prudential Brasil, é o oposto: precisava tirar leite toda hora para a filha de um ano e oito meses durante o expediente.

Quando voltou da licença, Marcia Magalhães ficou contente por ter sala especial para armazenar o leiteDivulgação

A empresa criou uma sala de amamentação. Lá, ela armazenava o leite e retomou, aos poucos, o trabalho.

Empresas não podem exigir atestados

Quando grávida, a profissional tem direito à licença maternidade remunerada de 120 dias e estabilidade no emprego de cinco meses, contando a partir do nascimento. Além disso, é preciso respeitar a etapa da mulher, segundo Carlos Pereira, gestor na recrutadora Top Quality.

“A Lei 9.029/95 proíbe a exigência de atestados de gravidez e esterilização e outras práticas discriminatórias para efeitos admissionais”, avisa. Pereira também lembra que é proibido qualquer teste com o intuito de verificar se a mulher está grávida.

De licença e por 30 dias após o retorno, a profissional não pode ser desligada. Mariana Duarte, 17, está grávida de sete meses e trabalha no McDonalds do Shopping Via Brasil. Lá, ela se diz contente por ainda estar trabalhando: “É um momento mágico”.

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