Reforma tributária avança no Chile

Projeto, que busca arrecadar US$8,2 bilhões, será enviado ao Congresso no fim do mês e deve financiar posterior reforma educacional

Por O Dia

SANTIAGO - Uma ambiciosa reforma tributária que busca arrecadar cerca de US$8,2 bilhões, equivalentes a 3% do PIB, destinada a financiar uma posterior reforma educacional, será enviada ao Congresso do Chile pelo governo de Michelle Bachelet no dia 31 de março.

"A primeira reforma estrutural que vai ser apresentada ao Parlamento é a reforma tributária, no dia 31 de março", disse o porta-voz oficial, Álvaro Elizalde, a jornalistas, no final da primeira reunião do Comitê Político do novo governo. "É uma reforma imprescindível para financiar os gastos do Estado", acrescentou o porta-voz.

A iniciativa busca arrecadar cerca de US$8,2 bilhões para financiar uma posterior reforma educacional prometida pelo governo de Bachelet, que assumiu a Presidência na terça-feira para um novo período de quatro anos.

Bachelet disse que, entre outras modificações, a reforma inclui um aumento gradual dos impostos às empresas, de 20 a 25%. "O projeto de reforma tributária é chave no governo da presidente Bachelet (...) É concebido para aumentar a arrecadação fiscal para compromissos chaves com a cidadania e torna realidade o princípio de equidade tributária", explicou Elizalde.

Já a reforma educacional apresentada por Bachelet projeta a gratuidade do ensino universitário em um prazo de seis anos e o fim do lucro com recursos públicos em colégios privados que recebem subsídio do Estado.

Bachelet tomou posse na terça-feira passada para um novo período presidencial que se encerra em março de 2018. Antes de assumir, a presidente se comprometeu a realizar 50 medidas para reduzir a alta desigualdade social chilena em seus primeiros 100 dias de mandato, entre elas a reforma tributária e a educacional.

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