Por marta.valim

Luxemburgo  - A União Europeia (UE) aprovou formalmente nesta segunda-feira uma ajuda para a Ucrânia de 1 bilhão de euros, condicionada a um programa de reformas por parte de Kiev pactado com o FMI, e vantagens alfandegárias unilaterais até novembro de 2014.

Além disso, durante a reunião de ministros das Relações Exteriores da UE, que é realizada em Luxemburgo, o bloco europeu decidiu acrescentar quatro nomes à lista de 18 ucranianos punidos desde o início de março. Até o momento não se sabe os seus nomes, mas eles são acusados de apropriação indevida de fundos do Estado ucraniano.

Em relação à ajuda macrofinanceira, os ministros ratificaram, assim, a proposta da Comissão Europeia anunciada no dia 5 de março. Esta primeira etapa da ajuda consiste em um empréstimo à Ucrânia para "apoiar a estabilização de sua economia e a execução de seu programa de reformas estruturais".

O empréstimo terá um prazo máximo de 15 anos para cobrir as necessidades urgentes, mas estará "subordinado ao respeito das condições" inscritas em um protocolo de acordo entre a UE e a Ucrânia, informou o Conselho Europeu em um comunicado.

Esta ajuda inicial se soma aos 610 milhões de euros que a UE está disposta a conceder à Ucrânia, que também estão condicionados a um acordo com o FMI, dentro do programa de ajuda de 11 bilhões de euros proposto pela Comissão.

Estados Unidos

O secretário do Tesouro americano, Jacob Lew, assinou também nesta segunda-feira uma garantia de empréstimo de um bilhão de dólares para a Ucrânia, ao receber em Washington o ministro das Finanças ucraniano, Olexander Chlapak.

"Esse acordo, que conta com o apoio do presidente (Barack Obama) e do Congresso, demonstra o compromisso inabalável dos Estados Unidos por uma Ucrânia estabilizada e que caminhe para uma democracia", destacou Lew, citado em um comunicado oficial.

A medida fortalece os esforços do governo ucraniano para garantir os serviços essenciais, implantar reformas e proteger os mais vulneráveis dos impactos causados pelos ajustes econômicos, explicou Lew.

O ministro elogiou o trabalho de Chlapak e de seus assessores na negociação com o Fundo Monetário Internacional (FMI) por um amplo programa de reformas.

"Os Estados Unidos querem uma Ucrânia próspera e continuarão apoiando o povo ucraniano para que avance em seus aspirações de longa data", acrescentou.

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