Por parroyo

O Banco Central Europeu sinalizou novamente nesta segunda-feira novas medidas para evitar o risco de deflação nas 18 economias da Zona do Euro. Um dos principais integrantes do Conselho do BCE, Yves Mersch, afirmou que têm aumentado as chances de uma ação do banco no mês que vem.

A inflação geral está atualmente na marca dos 0,7%, bem distante da meta de 2% do BCEDaniel Roland/AFP

"A probabilidade de o conselho agir em seu próximo encontro em junho cresceu significativamente," disse Mersch em conferência em Munique. As observações convergem com a posição do presidente do BCE Mario Draghi no início deste mês, quando garantiu que o conselho estava "confortável" com a ideia de flexibilizar as condições monetárias no próximo mês.

No encontro deste mês em Bruxelas, a autoridade monetária votou por manter a taxa básica de juros em seu histórico patamar mais baixo de 0,25%, pelo sétimo mês consecutivo. Draghi sugeriu que a maior flexibilização será com os cartões, mas que é preciso aguardar as previsões de inflação do banco central antes de adotar medidas concretas.

"Tendo em vista que a atual pressão sobre os preços encontra-se moderada, nossas taxas de juros estão em níveis muito baixos", Mersch disse nesta segunda-feira. "Acreditamos que as taxas de juros permanecerão neste nível ou ainda mais baixas por um período prolongado. Temos outras medidas possíveis para flexibilizar ainda mais nossa política monetária", afirmou.

"O conselho do ECB concorda em usar instrumentos convencionais e não convencionais de política monetária para reduzir os riscos de uma inflação que segue baixa por um longo período de tempo", disse Mersch.

Além de cortar as taxas básicas de juros, o BCE pode flexibilizar a política monetária da Zona do Euro, injetando liquidez no sistema bancário ou comprando títulos. A inflação geral está atualmente na marca dos 0,7%, bem distante da meta de 2% do BCE, o que alimenta os temores de que a Zona do Euro está à beira da deflação.

O perigo é que a deflação - queda generalizada e sustentada nos preços - possa gerar uma espiral em que consumidores e empresários adiem gastos e investimentos na expectativa de preços ainda mais baixos no futuro.

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