Por parroyo

A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta quarta-feira um pacote de sanções contra autoridades da Venezuela por supostas violações de direitos humanos durante as recentes manifestações contra o governo.

Os protestos na Venezuela começaram no início de fevereiro e se espalharam por todo o paísJorge Castellano / AFP

As medidas, aprovadas sem oposição, determinam que o governo americano estabeleça uma lista de autoridades venezuelanas que terão seu ingresso no país vetado e sofrerão o congelamento de eventuais ativos em solo americano.

O texto já havia sido aprovado por unanimidade na Comissão de Relações Exteriores, e foi defendido por deputados democratas e republicanos. Um texto semelhante, que também determina sanções contra altos funcionários do país, foi aprovado na Comissão de Relações Exteriores do Senado, e ainda será votado.

Caso os dois textos aprovados sejam diferentes, deverão ser submetidos a uma comissão que unificará as propostas. Ao apresentar o projeto, a deputada republicana Ileana Ros-Lehtinen afirmou que é necessário "condenar os abusos contra os direitos humanos na Venezuela e responder os gritos dos venezuelanos".

A legisladora afirmou que as tentativas de acabar com a crise "não têm dado resultados, não geraram ações, não houve concessões, e os inocentes ainda estão presos".

De acordo com deputado democrata Joaquín Castro, "não há um mecanismo nesta lei que possa afetar negativamente aos venezuelanos comuns". Castro disse que as 42 mortes registradas em manifestações são uma "catástrofe absoluta".

O parlamentar ainda destacou a grande flexibilidade que o pacote fornece ao presidente Barack Obama, ressaltando que as sanções podem ser suspensas "a qualquer momento". Apesar do apoio legislativo, o Departamento de Estado já deixou claro em várias oportunidades que considera a medida "uma opção", mas que a prioridade é incentivar o diálogo entre os dois lados na Venezuela.

Os protestos na Venezuela começaram no início de fevereiro e se espalharam por todo o país, com críticas à insegurança, à escassez de produtos básicos e à inflação galopante.

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