Jean-Claude Juncker confirmado como presidente da Comissão Europeia

Ex-primeiro-ministro luxemburguês foi nomeado apesar da firme oposição do primeiro-ministro britânico David Cameron. Ele recebeu 422 votos a favor e 250 contra dos eurodeputados

Por O Dia

O ex-primeiro-ministro luxemburguês Jean-Claude Juncker obteve nesta terça-feira a confirmação do Parlamento Europeu para presidir a Comissão, o Poder Executivo do bloco comunitário.

Os eurodeputados se pronunciaram por voto secreto no qual Juncker, designado em 27 de junho para o cargo pelos chefes de Estado e de Governo, recebeu 422 votos a favor e 250 contra dos 729 exercidos.

A Eurocâmara conta com 751 cadeiras, 47 deputados se abstiveram e 10 votos foram nulos.

O ex-primeiro-ministro luxemburguês Jean-Claude Juncker foi nomeado para presidir a Comissão Europeia, apesar da firme oposição do primeiro-ministro britânico David Cameron.

Juncker, de 59 anos, chega assim ao posto mais importante das instituições europeias, encarregado de propor leis e de implementá-las.

O ex-premiê de Luxemburgo e presidente do Eurogrupo é um veterano da política europeia de visão federalista.

Esta é precisamente a razão pela qual o primeiro-ministro britânico David Cameron se opôs à escolha, chegando a declarar que este era "um dia sombrio para a Europa, que pode enfraquecer os governos nacionais", durante uma coletiva de imprensa.

Apesar da relutância inicial, inclusive da chanceler alemã Angela Merkel, todos os líderes, de direita e esquerda, uniram-se progressivamente em torno da nomeação de Juncker.

Membro de um governo luxemburguês sem interrupção por quase 31 anos, Juncker é uma das autoridades políticas mais populares de seu país.

Arquiteto do resgate do euro, Juncker ainda mantém o recorde de longevidade à frente de um governo europeu. Foi designado primeiro-ministro em janeiro de 1995, quando François Mitterrand e Helmut Kohl ainda estavam no poder.

Aos 59 anos viveu a profunda transformação da União Europeia, a entrada em vigor do tratado de Lisboa em 2009, o nascimento da moeda única, a crise da dívida e o resgate do euro, uma tarefa à qual se dedicou com entusiasmo durante oito anos à frente do Eurogrupo (grupo de ministros das Finanças).

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