Por marta.valim

O presidente ucraniano, Petro Poroshenko, anunciou nesta sexta-feira que o Parlamento ratificará na terça-feira o histórico acordo de associação com a União Europeia, alcançado em junho com o objetivo de sair da zona de influência russa.

A ratificação deste acordo político e comercial será um momento histórico para o país, afirmou o presidente em uma coletiva de imprensa em Kiev.

A assinatura do acordo de associação enfureceu Moscou, que tenta criar uma união aduaneira para recuperar sua influência entre as ex-repúblicas soviéticas.

Nesta sexta-feira, a Polônia retomou o fornecimento de gás à Ucrânia, segundo o operador de gasodutos polonês Gaz-System. Este fornecimento em fluxo invertido, que representa quatro milhões de metros cúbicos diários, foi interrompido na quarta-feira depois que a empresa russa Gazprom reduziu o envio de gás à Polônia nos últimos dias, que chegou a ser de 45% menos na quarta-feira.

País espera obter status de aliado especial dos EUA

O presidente ucraniano, Petro Poroshenko, prometeu nesta sexta-feira que a península da Crimeia, anexada pela Rússia em março, será devolvida ao seu país, e espera que a Ucrânia obtenha "um status especial" de aliado com os Estados Unidos, durante sua visita a Washington na próxima semana.

"Em poucos dias, viajarei para os Estados Unidos, onde teremos uma reunião muito importante com o Congresso americano e o presidente americano", declarou o chefe de Estado.

Participando de um fórum internacional empresarial em Kiev, Poroshenko indicou que espera "em um futuro muito próximo" que a Ucrânia "obtenha um status especial de aliado não membro da Otan" com os Estados Unidos.

O chefe de Estado ucraniano indicou ainda que a perda da Crimeia é um "grande problema", mas acrescentou que "a península voltará para nós, não necessariamente (...) por meios militares".

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