Por monica.lima

A Suíça, por combinar salários generosos e excelente qualidade de vida, é o destino preferido dos expatriados, mas é na China onde eles ganham mais dinheiro, segundo pesquisa divulgada ontem sobre condições financeiras, qualidade de vida, e facilidade de viver com a família, incluindo crianças. A sétima edição do estudo “Expat Explorer” foi elaborado pelo instituto de pesquisa YouGov e pelo banco HSBC, a partir de entrevistas com 9.288 expatriados de mais de 100 países feitas entre abril e maio. Neste ano, 34 países se qualificaram para a lista final.

Para quem procura apenas o caminho do ouro, a Ásia é destino certo. Naquele continente, 14% dos expatriados recebem salários superiores a US$ 250 mil, uma percentagem bem maior do que os 7% do Oriente Médio e 5% da Europa que se encaixam no mesmo nível salarial. Dentro da Ásia, a China fica em primeiro lugar : 29% de seus expatriados ganham mais de US$ 250 mil, bem acima da média global de 7%. Em segundo lugar está a Índia (18%) e só depois vem a Suíça (17%).A Rússia está em quarto lugar (16%). Os salários médios de expatriados variam muito de região para região: na Ásia está em torno de US$ 120 mil por ano, comparado com a média global, que é de US$ 92 mil por ano. Em segundo lugar, está o Oriente Médio, com uma média salarial anual de US$ 84 mil. Já os expatriados na Europa ganham em média US$ 78 mil por ano.

Mas mesmo com os ganhos salariais superiores na China e na Índia, a Suíça é o sonho dos expatriados por oferecer um equilíbrio entre trabalho bem pago e satisfatória e boa vida. Dos expatriados entrevistados naquele país, 25% ganham mais do que US$ 200 mil por ano, bem menos do que na China. No entanto, mais da metade diz que tem um trabalho melhor e uma vida balanceada desde que escolheram o país para viver. Eles também dizem que sentem mais confiança na economia local: quase metade (47%) afirmam que estão satisfeitos com a situação econômica suíça, a maior proporção para qualquer outro país incluído na pesquisa deste ano. Uma das características mais citadas como positivas na Suíça é a ótima qualidade atmosférica e as cidades e arredores agradáveis. Os expatriados que têm filhos também apontam o país como ideal para as crianças por causa da segurança, da melhor qualidade de vida e da boa educação recebida nas escolas.

Para a elaboração da lista foram considerados vários critérios, como a situação financeira dos consultados (salário, renda, situação econômica do país de mudança), a qualidade de vida e a vida familiar (em particular as condições de recepção e a educação dos filhos). Após a Suíça, no ranking dos lugares que oferecem ao mesmo tempo melhor qualidade de vida e de trabalho, vêm Cingapura, China, Alemanha, Barein, Nova Zelândia, Tailândia, Taiwan, e Índia, segundo o estudo.

Governado por uma dinastia sunita, o Reino do Barein, formado por 36 ilhas no Golfo Pérsico, é o lugar preferido pelos expatriados do Oriente Médio: 74% dos que vivem lá dizem estar satisfeitos com sua vida e com o cenário econômico do país, o primeiro da região a descobrir e a exportar petróleo. Os países da conflituosa região do Oriente Médio se destacam na pesquisa por atrair pessoas que se guiam mais pelos benefícios às suas carreiras e às suas contas bancárias: 56% dos entrevistados se mudaram para a área impulsionados pelas perspectivas de melhores trabalhos e mais de um terço (35%) para aumentar seus níveis de renda. Mas nem tudo é só trabalho duro. A pesquisa revela que a maioria (62%) dos expatriados de Barein acreditam que tenham um melhor equilíbrio entre trabalho, renda e qualidade de vida do que em seus países de origem. A Nova Zelândia foi eleita o melhor destino para expatriados com família. O país lidera a lista como país mais fácil de se estabelecer uma nova vida tanta para os mais jovens quanto para os mais novos. Os expatriados com crianças apontam a segurança como um dos fatores positivos. Também dizem que a experiência no país tornou seus filhos mais confiantes.

Da lista de 34 países, o Brasil está em 31º lugar, logo atrás dos EUA (30º), mas um posto acima do Reino Unido (33º) levando-se em consideração todos os aspectos da vida dos expatriados. O Brasil é um dos mais elogiados no mundo pela facilidade de integração e adaptação do expatriado no país e na sua cultura. O país fica atrás apenas de Taiwan no fator integração. Sete entre dez expatriados no Brasil afirmam que se integram bem dentro da comunidade, quando a média global é de 65%. Uma proporção similar dos entrevistados no Brasil (73%) dizem que se sentem bem recebidos em seus postos de trabalho no país. Para 47%, é fácil fazer amizade no Brasil. 

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