Por monica.lima

A economia do Japão saiu da recessão no último trimestre de 2014, mas o crescimento ficou mais fraco do que o esperado, com os gastos das famílias e das empresas desapontando, o que ressalta os desafios que o primeiro-ministro Shinzo Abe enfrenta para reverter décadas de estagnação.

A expansão anualizada de 2,2 % entre outubro e dezembro ficou abaixo do avanço de 3,7 % estimado por analistas em pesquisa da Reuters, sugerindo uma recuperação frágil, protelada pelo efeito do aumento do imposto sobre as vendas.

A leitura preliminar do produto interno bruto (PIB), que se traduziu em um crescimento em base trimestral de 0,6%, segue dois trimestres de contração, mostraram os dados do governo nesta segunda-feira. Na base trimestral, a expectativa era de alta de 0,9 %.

O ministro da Economia, Akira Amari, disse a repórteres após a divulgação dos números que a economia estava no caminho de uma recuperação com sinais de que o sentimento do consumidor estava melhorando.

Mas analistas destacaram a fraca retomada dos gastos com consumo e investimentos em capital como sinais preocupantes quanto às perspectivas."São dados de certa forma frustrantes", disse Takeshi Minami, economista-chefe no Instituto de Pesquisa Norinchukin.

"A situação permanece fraca e as companhias estão claramente adiando investimentos", afirmou.

O consumo privado, que responde por cerca de 60 por cento da economia, subiu 0,3%  no quarto trimestre frente ao trimestre anterior, abaixo do acréscimo de 0,7 % calculado por analistas. As despesas com investimentos aumentaram apenas 0,1%, dentro do esperado.

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