Economia colaborativa está transformando os modelos econômicos, diz estudo

Pesquisa da Universidade George Mason (EUA) indica que os cinco principais setores desta tendência vão passar da atual receita de US$ 15 bi para US$ 335 bi até 2025 no mundo todo

Por O Dia

Um estudo da Universidade George Mason, em Washington, mostra que o aumento das pessoas que começam a compartilhar casas, carros e outros serviços na chamada economia colaborativa está transformando os modelos econômicos. Liderado pelo professor Christopher Koopman, o estudo indica que há cinco segmentos da economia colaborativa: finanças (crowdfunding), recrutamento de pessoal on-line, alojamento, compartilhamento de carros, e reprodução on-line de vídeos e de músicas. Calcula-se que, somados, estes setores alcançarão uma receita de US$ 335 bilhões até 2025 no mundo todo. Será um imenso salto com relação à receita atual, de US$ 15 bilhões.

Fazer um dinheiro extra dirigindo para estranhos em seu carro, tomando conta do cachorro de alguém, alugando o seu apartamento ou cozinhando uma refeição, são algumas das atividades deste tipo de economia que cresce em todo o mundo. Com aplicativos de internet e serviços como Uber ou Airbnb, as pessoas começam a ganhar dinheiro, enquanto o consumidor poupa. Mas todos ganham com a nova economia colaborativa? Essa é a questão.

Queixas contra esses serviços começam a crescer, já que eles não seguem normas de segurança, leis de defesa do consumidor e direitos trabalhistas. Mas apesar disso, alguns economistas asseguram que este modelo oferece grandes vantagens aproveitando recursos inutilizados.

A economia colaborativa “pode melhorar o bem-estar dos consumidores, oferecendo inovações, melhores preços e maior qualidade do serviço”, segundo o estudo . “As pessoas estão aproveitando casas, carros, ferramentas que não usam e se convertem em empresários”, diz Christopher Koopman. “Algumas indústrias, como táxis e alojamentos serão transformadas completamente. Outras, como os serviços financeiros, serão pouco afetadas, constata o pesquisador da Universidade George Mason .

Uber é a plataforma mais conhecida da economia colaborativa: atingiu US$ 40 bilhões e está presente em mais de 200 cidades em 54 países. Mas outros serviços similares, como Lyft e Sidecar provocaram protestos de motoristas de táxi, que se queixam de que os recém-chegados não têm de se submeter às mesmas exigências específicas para obtenção de uma licença ou seguro, tornando-os concorrentes desleais.

Dean Baker, economista do Centro para Estudos Econômicos e Políticos de Washington, afirma que esses atores podem falhar porque eles não jogam pelas mesmas regras. “Não tem sentido regular um setor e deixar que outros funcionam sem normas”, observa.

Do ponto de vista do trabalho, as novas plataformas digitais são vistas como uma forma de incentivar as pessoas a tornarem-se empresárias. Um estudo encomendado pela Uber e conduzido pelo economista Alan Kreuger, da Universidade de Princeton, revelou que os motoristas ganham salários superiores à média e que normalmente estavam satisfeitos com o acordo. Segundo o estudo, um motorista da Uber ganha cerca de US $ 6 por hora, mais do que um motorista de táxi tradicional. Mas o cálculo é complicado porque os motoristas da Uber não têm de pagar determinados impostos.

O economista do Centro para Estudos Econômicos e Políticos de Washington diz que este acordo “é bom para as pessoas que não têm outra escolha além de trabalhar durante o seu tempo livre para ganhar um dinheiro extra”, sem os benefícios do trabalho em tempo integral. “O que acontece quanto ocorre um acidente? Há seguro?”, questionou.

Baker afirma que impor regulamentos e custos para a economia colaborativa pode reduzir seus lucros, mas melhoraria as regras do jogo. “Essas empresas vão ter de escolher entre aceitar uma regulamentação razoável ou ser expulsas do negócio”, opina. No entanto, Christopher Koopman argumenta que “muitos desses regulamentos que existem há décadas não servem às necessidades dos consumidores e simplesmente protegem as indústrias da concorrência”.

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Economia colaborativa está transformando os modelos econômicos, diz estudo

Pesquisa da Universidade George Mason (EUA) indica que os cinco principais setores desta tendência vão passar da atual receita de US$ 15 bi para US$ 335 bi até 2025 no mundo todo

Por O Dia

Um estudo da Universidade George Mason, em Washington, mostra que o aumento das pessoas que começam a compartilhar casas, carros e outros serviços na chamada economia colaborativa está transformando os modelos econômicos. Liderado pelo professor Christopher Koopman, o estudo indica que há cinco segmentos da economia colaborativa: finanças (crowdfunding), recrutamento de pessoal on-line, alojamento, compartilhamento de carros, e reprodução on-line de vídeos e de músicas. Calcula-se que, somados, estes setores alcançarão uma receita de US$ 335 bilhões até 2025 no mundo todo. Será um imenso salto com relação à receita atual, de US$ 15 bilhões.

Fazer um dinheiro extra dirigindo para estranhos em seu carro, tomando conta do cachorro de alguém, alugando o seu apartamento ou cozinhando uma refeição, são algumas das atividades deste tipo de economia que cresce em todo o mundo. Com aplicativos de internet e serviços como Uber ou Airbnb, as pessoas começam a ganhar dinheiro, enquanto o consumidor poupa. Mas todos ganham com a nova economia colaborativa? Essa é a questão.

Queixas contra esses serviços começam a crescer, já que eles não seguem normas de segurança, leis de defesa do consumidor e direitos trabalhistas. Mas apesar disso, alguns economistas asseguram que este modelo oferece grandes vantagens aproveitando recursos inutilizados.

A economia colaborativa “pode melhorar o bem-estar dos consumidores, oferecendo inovações, melhores preços e maior qualidade do serviço”, segundo o estudo . “As pessoas estão aproveitando casas, carros, ferramentas que não usam e se convertem em empresários”, diz Christopher Koopman. “Algumas indústrias, como táxis e alojamentos serão transformadas completamente. Outras, como os serviços financeiros, serão pouco afetadas, constata o pesquisador da Universidade George Mason .

Uber é a plataforma mais conhecida da economia colaborativa: atingiu US$ 40 bilhões e está presente em mais de 200 cidades em 54 países. Mas outros serviços similares, como Lyft e Sidecar provocaram protestos de motoristas de táxi, que se queixam de que os recém-chegados não têm de se submeter às mesmas exigências específicas para obtenção de uma licença ou seguro, tornando-os concorrentes desleais.

Dean Baker, economista do Centro para Estudos Econômicos e Políticos de Washington, afirma que esses atores podem falhar porque eles não jogam pelas mesmas regras. “Não tem sentido regular um setor e deixar que outros funcionam sem normas”, observa.

Do ponto de vista do trabalho, as novas plataformas digitais são vistas como uma forma de incentivar as pessoas a tornarem-se empresárias. Um estudo encomendado pela Uber e conduzido pelo economista Alan Kreuger, da Universidade de Princeton, revelou que os motoristas ganham salários superiores à média e que normalmente estavam satisfeitos com o acordo. Segundo o estudo, um motorista da Uber ganha cerca de US $ 6 por hora, mais do que um motorista de táxi tradicional. Mas o cálculo é complicado porque os motoristas da Uber não têm de pagar determinados impostos.

O economista do Centro para Estudos Econômicos e Políticos de Washington diz que este acordo “é bom para as pessoas que não têm outra escolha além de trabalhar durante o seu tempo livre para ganhar um dinheiro extra”, sem os benefícios do trabalho em tempo integral. “O que acontece quanto ocorre um acidente? Há seguro?”, questionou.

Baker afirma que impor regulamentos e custos para a economia colaborativa pode reduzir seus lucros, mas melhoraria as regras do jogo. “Essas empresas vão ter de escolher entre aceitar uma regulamentação razoável ou ser expulsas do negócio”, opina. No entanto, Christopher Koopman argumenta que “muitos desses regulamentos que existem há décadas não servem às necessidades dos consumidores e simplesmente protegem as indústrias da concorrência”.

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