Por clarissa.sardenberg

Estados Unidos - O presidente-executivo da Apple, Tim Cook, divulgou uma carta afirmando que a empresa não irá invadir o aparelho recuperado de um dos atiradores de San Bernardino após um pedido do FBI, nesta terça-feira, para que a companhia construa uma "porta dos fundos para o iPhone". Segundo Cook, a demanda é uma ameaça para a segurança dos clientes e tema "implicações para além do caso legal em questão".

Presidente da Apple%2C Tim Cook%2C disse que não vai ameaçar segurança de usuários para investigação do FBI Divulgação

"O governo está pedindo para a Apple hackear seus próprios usuários e minar décadas de avanços de segurança que protegem nossos clientes --incluindo dezenas de milhões de cidadãos norte-americanos-- de hackers e criminosos cibernéticos", disse.

"Não encontramos nenhum precedente de uma companhia norte-americana ser forçada a expor seus consumidores a um risco maior de ataque", reiterou Cook.

Nesta terça, a juíza Sheri Pym da corte distrital de Los Angeles afirmou que a Apple deveria fornecer "assitência técnica razoável" para investigadores que tentavam desbloquear dados de um iPhone 5C, cujo dono era Syed Rizwan Farook.

Em 2 de dezembro de 2015, Farook e sua mulher Tashfeen Malik mataram 14 pessoas e feriram 22 em San Bernardino, na Califórnia, e morreram em seguida em uma perseguição policial. Eles eram ligados ao Estado Islâmico.

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