Por clarissa.sardenberg

Uganda - O governo de Uganda bloqueou o acesso às redes sociais através de dispositivos móveis durante as eleições desta quinta-feira, na qual poderia terminar a hegemonia do atual presidente, Yoweri Museveni, após 30 anos no poder.

Assim confirmou a própria Comissão de Comunicação de Uganda, que alegou razões de segurança nacional para justificar o corte, enquanto acontecem alguns protestos por irregularidades e atrasos na abertura dos colégios eleitorais, segundo a imprensa local.

Para driblar bloqueio de Facebook, WhatsApp e outros, alguns recorrem ao uso de redes virtuais privadasDivulgação

A Anistia Internacional (AI) denunciou em comunicado que o governo de Museveni poderia estar cometendo uma "flagrante violação dos direitos fundamentais dos ugandenses à liberdade de expressão e à informação".

Segundo a diretora regional adjunta da AI para a África Oriental, Sarah Jackson, o bloqueio das redes sociais representa "um ato de censura" perante a falta de ameaças reais para a segurança.

Para driblar as restrições de acesso às páginas de Facebook, Twitter e WhatsApp, alguns ugandenses estão utilizando redes privadas virtuais (VPN), serviços pagos para se conectar a servidores de outros países e assim poder ter acesso a páginas não permitidas.

Graças a estes serviços de sinal encriptado, a hashtag #UgandaDecide se estendeu em redes como Twitter para denunciar atrasos da distribuição do material eleitoral ou irregularidades nos centros de votação.

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