Por felipe.martins

Rio - Pela primeira vez desde o início da extensa corrida eleitoral norte-americana, o vovô socialista Bernie Sanders aparece à frente da ex-primeira-dama e ex-secretária de Estado Hillary Clinton nas primárias do Partido Democrata. Pesquisa nacional da Fox News mostra Sanders com 47%, contra 44% da mulher de Bill Clinton. 

O socialista subiu dez pontos desde a última sondagem, em janeiro. Hillary caiu cinco. Na média das pesquisas calculada pelo site RealClearPolitics, ela ainda lidera, mas a margem caiu: 47,6% a 42%, registrando subida meteórica do ‘vovô’.

Sanders é o favorito dos jovens e dos mais humildes. Ele cresceu nas pesquisas graças ao discurso contra o ‘sistema’ e ao desempenho superior nos debates com Hillary. Defende aumento do salário mínimo e Educação gratuita para todos.

Já a ex-secretária, que teve de mudar de estratégia, acusa o oponente de ter “abandonado Barack Obama” e de não possuir experiência para assumir a Casa Branca. Pesam contra ela taxas maiores de rejeição.
Hoje os dois têm novo desafio: primárias de Nevada. Na pesquisa, dá Hillary, com pequena vantagem (48,7% a 46,3%). Hoje também a Carolina do Sul escolhe pelo Partido Republicano.

Do lado de lá, Donald Trump segue nadando de braçada: na média das pesquisas do RealClearPolitics, o boquirroto empresário ganhou fôlego e aparece com 34,2%, cinco pontos a mais que na sondagem do início da semana. Ted Cruz, com 21%, e Marco Rubio, com 16%, caíram nas intenções.

BATE-BOCA SUAVIZADO

Teria a subida de Trump a ver com o imbróglio com o Papa Francisco? Nesta sexta-feira, o porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi, amenizou o tom da conversa. Na quinta, o Pontífice afirmara que Trump não era cristão pela sua posição contra imigrantes. “De forma alguma foi um ataque pessoal ou uma indicação sobre como votar”, disse Lombardi. O empresário respondera que o Santo Padre se arrependeria de não apoiá-lo “se e quando” o Estado Islâmico atacasse o Vaticano, “alvo cobiçado” dos extremistas.

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