Atentados matam mais de cem na Síria

Explosões em Homs e Damasco aconteceram em redutos do presidente sírio. Estado Islâmico reinvindicou os ataques

Por O Dia

Sìria - Atentados múltiplos nas cidades de Homs e Damasco, na Síria, neste domingo, deixaram mais de cem mortos. Os ataques foram reivindicados pelo grupo terrorista Estado Islâmico, segundo a agência de notícias AFP. De acordo com o Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH), em Homs, os atentados foram realizados com dois carros munidos de bombas em um bairro chamado Al Zahraa. A população das redondezas é em sua maioria alauíta, credo religioso xiita a qual pertence o presidente sírio Bashar al Assad. O local é um reduto de Assad. A detonação dos carros-bomba deixou, de acordo com a AFP, 59 mortos, muitos deles civis, e dezenas de feridos em estado grave.

Na cidade de Homs%2C um dos alvos dos ataques%2C explosões deixaram carros e construções em destroçosDivulgação

Ao sul de Damasco, capital da Síria, ocorreram explosões na região do santuário xiita Sayyida Zeinab, que foram causadas por um carro-bomba e dois homens-bomba. O templo Sayyda Zeinab é um importante centro de peregrinação de muçulmanos xiitas por abrigar o mausoléu de uma neta do profeta Maomé. O Observatório Sírio de Direitos Humanos afirmou que teriam havido quatro explosões; já a TV estatal síria disse que foram três atentados. Segundo informou a TV síria, os ataques coincidiram com a saída de uma escola e por isso morreram vários alunos. A série de explosões deixou 80 mortos e mais de cem feridos.

No fim de janeiro, um triplo atentado perto do mesmo santuário provocou a morte de mais de 70 pessoas, incluindo crianças. Os ataques foram assumidos pelo Estado Islâmico.  Segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos, o conflito na Síria já deixou 260 mil mortos em quase cinco anos. Ainda no domingo, o secretário de Estado americano John Kerry anunciou que um acordo para cessar-fogo na Síria está bem próximo.

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